Microbioma vaginal e saúde íntima

O microbioma vaginal (MV) constitui cerca de 9% da microbiota humana total. É um sistema complexo e composto por organismos comensais, simbióticos e patogênicos que habitam as superfícies e as cavidades vaginais, mantendo sua homeostase por meio de relações mutualísticas com seu hospedeiro.

Sua composição é influenciada pela etnia, além de comportamentos pessoais e sociais, como hábitos alimentares, uso de probióticos, práticas higiênicas e sexuais, status inflamatório e hormonal, entre outros.

Lactobacillus compõem a maior parte do microbioma, especialmente L. crispatus, L. gasseri, L. iners e L. jensenii. Esses microrganismos possuem compostos que interagem com o muco, levando à formação de biofilme, que protege o hospedeiro contra patógenos, restringindo sua entrada e adesão às células.

Os lactobacilos são considerados bactérias ácido-lácticas (BAL), capazes de converter o glicogênio presente na região íntima em peróxido de hidrogênio (H²O²) e ácido lático (AL), que desempenham funções de grande importância para a eubiose vaginal.

O papel do ácido lático

O ácido lático produzido pelas BAL mantém o pH vaginal ácido – entre 3,4 e 4,5 – , o que impede a proliferação de microrganismos patogênicos e diminui consideravelmente o risco de infecções do trato reprodutivo.

Um estudo mediu o pH in vivo de 20 mulheres com microbiota predominantemente composta pelos lactobacilos, medida pelo escore de Nugent (ferramenta padrão-ouro para diagnóstico de vaginose bacteriana que analisa as concentrações de lactobacilos, Garnerella e Mobiluncus), e foi observada forte correlação inversa entre o pH vaginal e a concentração de AL (r² = 0,97).

Também foi verificado que a concentração de desidrogenase bacteriana, enzima envolvida na produção do AL, está independentemente associada a uma maior abundância de proteínas da barreira epitelial, e que concentrações fisiológicas de ácido lático melhoram a integridade da barreira em culturas celulares e aumentam a expressão de moléculas de junção intercelular. Essas moléculas mantêm as células unidas e dificultam a adesão e proliferação de microrganismos patogênicos, protegendo o hospedeiro contra infecções.

Dessa forma, mulheres com maiores concentrações de lactobacilos no MV apresentam risco reduzido para a maioria das infecções sexualmente transmissíveis, bem como infecções obstétricas que contribuem para partos prematuros e complicações perinatais, infecção por bactérias implicadas na doença inflamatória pélvica e infecções do trato urinário.

Mudanças ao longo da vida

Na infância e antes da puberdade, o pH vaginal é neutro ou alcalino, influenciado pela presença de bactérias anaeróbicas e entéricas, com menor concentração de BAL. Com o início da puberdade, há um aumento nas concentrações de estrogênio e progesterona, que levam ao acúmulo de glicogênio e à remodelação do microbioma vaginal, favorecendo a colonização por lactobacilos durante a vida reprodutiva da mulher. Os lactobacilos convertem o glicogênio acumulado na região em ácido lático, mantendo o pH da região mais ácido (<4,5) e protegendo contra possíveis infecções.

O estrogênio também tem atuação importante na composição do microbioma e no epitélio vaginal: o aumento progressivo dos seus níveis da puberdade à idade reprodutiva desencadeia a transição de baixos níveis de glicogênio, alta diversidade microbiana, pH vaginal elevado e epitélio vaginal fino durante a puberdade para altos depósitos de glicogênio nas células epiteliais e glicogênio livre disponível para os lactobacilos, que predominam no microbioma vaginal saudável da mulher em idade reprodutiva.

As flutuações hormonais da menstruação também podem alterar temporariamente o MV, levando à “disbiose relacionada à menstruação”, definida como tendo >80% de amostras
de fluido vaginal consideradas eubióticas durante as fases proliferativa, ovulatória e lútea e disbiose detectável apenas durante o período menstrual. Já foram observadas mudanças na estrutura da comunidade, com diminuição de lactobacilos e aumento da diversidade durante a menstruação.

Na gestação, os lactobacilos dominam o ambiente, favorecendo o desenvolvimento embrionário com baixa diversidade bacteriana. Após o parto há uma mudança notável, com redução de lactobacilos e aumento da diversidade, influenciado pelos níveis altos de prolactina e baixos de estrogênio.

Em mulheres pós-menopáusicas, o MV pode estar associado ao desenvolvimento de atrofia vulvovaginal, secura vaginal e comprometimento da saúde sexual. A menor prevalência de lactobacilos já foi observada em mulheres nessa fase da vida, em comparação às mulheres em idade fértil. A diminuição dos níveis de estrogênio característica da menopausa leva à disponibilidade reduzida de glicogênio, diminuindo a abundância de lactobacilos e interferindo também no pH da região.

O microambiente vaginal está sujeito a mudanças ao longo da vida da mulher. Além disso, estresse, hábitos e oscilações hormonais podem alterar a composição do microbioma e resultar na diminuição das BAL e disbiose, frequentemente levando a condições como vaginose bacteriana (VB), candidíase, infecções sexualmente transmissíveis, infecções do trato urinário (ITU) e até afetar a fertilidade.

Microbioma da vulva

A região da vulva também possui seu microbioma, e este é uma “combinação” entre as microbiotas cutânea, anorretal, vaginal e urinária. Ao contrário do MV, o vulvar varia consideravelmente de uma mulher para a outra, não é dominado por uma espécie específica e não varia ao longo do ciclo menstrual. O pH vulvar é menos ácido do que o vaginal, podendo chegar até a 6,0, dependendo da região. Ainda, ele varia em função de fatores exógenos, como o contato com secreções vaginais, menstruação, urina, fezes e idade.

Entretanto, há um diálogo bidirecional entre a vulva e a vagina devido à proximidade das regiões, de modo que alterações em uma podem influenciar na outra, podendo levar a um desequilíbrio e aumentar os riscos de infecções.

Disbiose e condições clínicas

Manter o equilíbrio do MV é importante para reduzir as chances de infecções e evitar recorrências. A vaginose bacteriana (VB), por exemplo, é uma das condições mais comuns, influenciada pela diminuição de BAL e aumento do pH, levando à proliferação descontrolada de bactérias que já habitam a região, mas que, em excesso, podem causar sintomas.

Apesar do tratamento com metronidazol ser a primeira linha de tratamento, até 70% das mulheres podem ter recorrência em 90 dias após o término da medicação. Ainda, a resistência crescente desses microrganismos às medicações pode tornar a cura completa ainda mais difícil.

Dessa forma, alguns cuidados diários e uso de alguns suplementos são apontados em estudos na diminuição das taxas de reinfecção, bem como tratamentos adjuvantes bastante promissores.

Probióticos

Uma pesquisa recente avaliou a capacidade de colonização vaginal dos probióticos Lactobacillus gasseri CECT 30648 (Lg) e Lactobacillus crispatus CECT 30647 (Lc), que demonstraram excelentes atributos in vitro, incluindo antagonismo contra 10 patógenos urogenitais, resistência ao trato gastrointestinal e ao ambiente vaginal e adesão ao epitélio vaginal. Quarenta e oito mulheres foram aleatoriamente alocadas para consumir diariamente uma cápsula contendo Lg (10⁹ UFC), uma combinação de Lg e Lc (1,5 × 10⁹ UFC) ou placebo por até 18 dias (entre os ciclos menstruais), coletando amostras vaginais a cada 3 dias.

Ilustração esquemática do estudo clínico. C, detecção de colonização por qPCR; H, níveis hormonais no soro; M, composição da microbiota de amostras vaginais analisadas por sequenciamento de rRNA 16S. Os grupos Lg+Lc e Lg foram agrupados no grupo probiótico para fins estatísticos (Perez et al., 2025).

Foi detectado Lg, mas não Lc, em 55,9% das participantes nos grupos ativos ao longo do estudo (p=0,005). A soma da abundância relativa de gêneros não-lactobacilos foi significativamente reduzida no grupo probiótico (p=0,047 vs. dia 0) e houve uma transição positiva para tipos de microbiota vaginal dominados por lactobacilos (p=0,039 vs. dia 0).

Detecção de L. gaseei CECT 30648 durante o estudo. (A) Percentual geral de voluntários que apresentaram resultados positivos para L. gasseri CECT 30648 no qPCR nos grupos probiótico (grupos L. gasseri e L. gasseri + L. crispatus combinados) e placebo. (B) Percentual de voluntários cujas amostras vaginais apresentaram resultados positivos nos diferentes momentos considerados. A análise estatística foi realizada comparando a detecção com a não detecção utilizando o teste qui-quadrado (Perez et al., 2025).

Mais de 10% dos participantes já estavam colonizados por Lg no terceiro dia, demonstrando um rápido efeito, e o pico de colonização foi observado entre o sexto e o décimo quinto dias. Os dados sugerem que o Lg pode sobreviver ao trânsito intestinal e colonizar o trato vaginal de forma rápida e eficiente, com potencial para promover a saúde da região. Os autores discutem que a ausência de Lc pode ser devida à sua menor resistência aos sais biliares observada in vitro.

Candídiase vaginal

Um probiótico (SynForU-HerCare; duas cápsulas/dia de 10⁹˒⁵ UFC/cápsula) ou placebo foi administrado por 8 semanas em um ensaio clínico randomizado (ECR) com 78 mulheres grávidas com candidíase vaginal (CV). As participantes foram avaliadas quanto às condições de saúde vaginal e intestinal no início do estudo, na semana 4 e na semana 8.

A suplementação reduziu os sintomas de irritação e corrimento a partir da semana 4, mantendo-se após a semana 8, acompanhada de diminuição dos sintomas de ardor após a semana 8 em comparação ao placebo (todos p<0,05). Ainda, as participantes que consumiram os lactobacilos apresentaram frequência de evacuação significativamente maior em comparação ao placebo, indicando potencial para reduzir riscos de constipação induzida pela gravidez.

Os pesquisadores destacam que os efeitos benéficos possivelmente estejam relacionados ao aumento de parâmetros imunomoduladores no organismo, decorrentes da ação dos probióticos no trato gastrointestinal por meio da produção de metabólitos benéficos e da bioconversão de nutrientes que contribuem para o equilíbrio da MV.

Vaginose bacteriana

Uma grande coorte de mulheres com vaginose bacteriana (VB) foi recrutada para um ECR que avaliou os benefícios do probiótico Lacticaseibacillus rhamnosus CA15. Elas receberam cápsulas orais contendo 10¹⁰ UFC de L. rhamnosus CA15 ou placebo durante dez dias.

Foram observadas melhorias significativas nas características clínicas da disbiose vaginal, bem como alterações na composição da microbiota. Ainda, melhorias na saúde física e psicológica, nas relações sociais, no ambiente e na qualidade de vida foram relatadas pelas participantes que receberam o suplemento.

Alterações médias nos sinais e sintomas clínicos nos grupos Ativo e Placebo. Comparações intragrupo (T1 vs. T0) e intergrupo em T1 (A); comparações intragrupo (T0 vs. T2) e intergrupo em T2 (B). Todas as comparações intergrupo foram realizadas após a normalização do valor basal (T0). As estrelas referem-se às comparações intragrupo e intergrupo. ***p≤0,001 (Pino et al., 2021).

No grupo ativo, em comparação com o valor basal, observou-se uma redução significativa na pontuação de Nugent, e nenhuma participante apresentou pontuação entre 7 e 10, indicando ausência de VB. Diferentemente, nenhuma alteração estatisticamente significativa foi observada no grupo placebo ao longo desse estudo.

Comparação intragrupo e intergrupo dos escores de Nugent. Os dados são apresentados como variação média. Comparação intragrupo (T0 vs. T1) e comparações intergrupo em T1 (A); comparações intragrupo (T0 vs. T2) e comparações intergrupo em T2 (B); comparações intragrupo (T2 vs. T1) (C). ***p≤0,001 (Pino et al., 2025).

Outras pesquisas também observaram efeitos benéficos de L. rhamnosus GR-1 e L. reuteri RC-14 em mulheres com VB em tratamento. Após 12 semanas de suplementação, 61,5% das participantes apresentou restauração do equilíbrio da microbiota vaginal, em comparação a apenas 26,9% no grupo placebo (p<0,001), mantendo a diferença por mais 6 semanas após o fim da suplementação, com número necessário para tratar (NNT) de 3,3 e redução do risco relativo (RRR) de 38,3%. Esses resultados indicam que os probióticos poderiam atuar como adjuvantes no tratamento da VB, atuando especialmente na aceleração da restauração da microbiota vaginal.

O efeito de probióticos na redução da recorrência da VB em mulheres recentemente tratadas e o prolongamento do tempo até a recidiva também já foram demonstrados em estudos.

Menopausa

Os lactobacilos demonstraram melhorar o microbioma vaginal de mulheres na menopausa (n=72; idade média 57,6 anos). Durante 14 dias, participantes com escores de Nugent entre 4 e 6 (considerado intermediário) receberam durante 14 dias cápsulas probióticas (2,5 x 10⁻9 UFC de L. rhamnosus GR-1 e L. reuteri RC-14) ou placebo. A diferença mediana dos escores de Nugent entre o início e o final do estudo foi de 3 no grupo de intervenção e 0 no grupo controle. Os valores saíram de 4,23 no início para 2,49 no final do estudo no grupo intervenção, e de 4,27 para 4,11 no grupo controle. Os resultados indicam uma melhora na flora vaginal de mulheres na pós-menopausa e trazem evidências para o uso de probióticos como abordagem alternativa potencial para restaurar a flora vaginal normal.

Prebióticos

Dados de 2.345 mulheres participantes da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição (NHANES) foram utilizados para avaliar a associação entre a ingestão de fibra alimentar e
a prevalência de doença inflamatória pélvica (DIP) – infecção microbiana do trato reprodutivo que pode levar a complicações graves quando não tratada.

Cada 1g/dia adicional de ingestão de fibras foi associado a uma redução de 5% na probabilidade de DIP. As mulheres no quartil mais alto de consumo (19,3-41,2g/dia) apresentaram prevalência 69% menor da doença em comparação àquelas no quartil mais baixo (0,2-9,2g/dia). A ingestão acima do limiar de 19,45g/dia foi significativamente associada à menor prevalência de DIP.

Ajuste suave da curva entre a ingestão de fibras alimentares e a DIP. A linha do meio contínua representa a probabilidade ajustada de DIP e as faixas laterais representam os intervalos de confiança (IC) de 95%. O eixo Y exibe a probabilidade em escala logarítmica; o eixo X mostra a ingestão de fibras alimentares (g/dia). O modelo foi ajustado para idade, raça, IMC, índice de pobreza, nível educacional, estado civil, hipertensão, diabetes, tabagismo, ciclo menstrual regular, estado menopausal e ingestão energética total (Jin, Niu & Zhao, 2025).

Os pesquisadores destacam que as fibras poderiam auxiliar na prevenção da DIP por suas ações anti-inflamatórios e imunomoduladores, tanto a nível intestinal e vaginal quanto sistêmico. Ácidos graxos de cadeia curta (AGCC) produzidos pela microbiota intestinal a partir da metabolização das fibras agem na supressão de citocinas pró-inflamatórias e aumentam mediadores anti-inflamatórios, além de agirem na manutenção da integridade da barreira intestinal. Esses efeitos poderiam refletir no eixo intestino-trato reprodutivo, protegendo contra a DIP. A ingestão de fibras também já foi inversamente associada à VB em um estudo transversal com 104 mulheres em idade reprodutiva. Aquelas que consumiram uma dieta mais rica em fibras tinham 61% menor chance de VB (OR 0,49; IC95% 0,24-0,99; ingestão ajustada para energia).

Além do consumo de fibras pela alimentação e/ou suplementação, os prebióticos também já apresentaram bons resultados quando utilizados em fórmulas tópicas, como geis, loções, óvulos, pomadas ou supositórios para administração direcionada ao trato vaginal. Sua solubilidade nos fluidos vaginais permite uma boa distribuição e absorção na região.

Como exemplo um estudo com 100 participantes que receberam, além de metronidazol por 7 dias, um gel vaginal prebiótico (extrato de trevo vermelho (2%), inulina (10%) e FOS (10%)) ou placebo, com o objetivo de investigar sua eficácia no tratamento e recorrência de VB.

No décimo dia, a taxa de cura (critérios de Amsel e Nugent) foi de 76% no grupo intervenção e 30% no grupo controle (OR 4,3; IC95% 2,7-9,4). Noventa dias após o fim do tratamento, a taxa de cura foi de 84% no grupo intervenção e 62% no grupo controle (OR 3,7; IC95% 1,3-8,9).

Vaginite, cervicite, corrimento vaginal, teste de Whiff positivo e pH vaginal <4,5 no dia 10 pós-intervenção foram significativamente menores no grupo que utilizou o gel vaginal. Ainda, a contagem de lactobacilos >30 foi significativamente mais prevalente nessas mulheres no dia 90 em comparação ao controle (todos p<0,05).

Na candidíase vaginal (CV), o uso de óvulos vaginais com 200mg de hidrolisado ​​de glucomanano de konjac (GMH) associados ao antifúngico durante 30 dias se mostrou efetivo no aumento da contagem de bactérias saudáveis em comparação ao uso de apenas medicação, indicando potencial na restauração do MV saudável após infecções.

Esses dados sugerem que o uso de prebióticos vaginais como tratamentos adjuvantes em infecções como VB e CV pode acelerar a cura e contribuir para a restauração do microbioma vaginal em comparação à terapia medicamentosa isolada.

Hábitos de vida e higiene

A composição do microambiente vaginal é influenciada por hábitos de vida, como a composição da dieta. A deficiência de alguns nutrientes como as vitaminas A, C e E, ferro e β-caroteno pode aumentar a suscetibilidade à VB devido aos seus papéis na função imunológica, na defesa antioxidante e na saúde do epitélio vaginal. Níveis elevados de glicose plasmática e de gordura na dieta estão associados a uma pior saúde vaginal e à disbiose.

De acordo com um estudo (n=572), mulheres com maiores pontuações no escore da Escala de Estresse Percebido de Cohen tiveram maior risco de desenvolver VB (razão de risco ajustada (RR) 1,40; IC95% 1,13-1,74). Inversamente, a redução do estresse foi associada a maiores taxas de eliminação da condição. O impacto do estresse na regulação imunológica, no aumento dos níveis de cortisol e da inflamação podem inibir a deposição de glicogênio na vagina. Isso reduz o número de BAL e o pH, tornando mais fácil a proliferação de microrganismos patogênicos.

Hábitos de higiene também têm associação direta com a MV. Relações sexuais desprotegidas, uso de roupas sintéticas e justas e de absorventes ou coletores menstruais por tempo prolongado, além de lavagem inadequada e tabagismo estão associados à maior prevalência de condições ginecológicas como disbiose, vaginose, candidíase e infecções sexualmente transmissíveis.

Sobre a lavagem, o canal vaginal é autolimpante e não há necessidade de lavá-lo, de modo que a prática de duchas vaginais pode ter efeitos negativos na MV ao remover as BAL de forma agressiva. Apenas a vulva deve ser higienizada diariamente e com produtos próprios para a região, pois sabonetes comuns têm pH elevado (entre 8,5-11), podendo alterar as proteínas e os lipídios do estrato córneo, aumentando a perda de água e o risco de irritação.

Produtos à base de syndet (sabonetes com pH similar à pele, sem utilizar sabão tradicional e com limpeza suave) promovem a hidratação, possuem um pH adequado para a área da vulva (entre 5,5-7,0) e protegem a região, sendo geralmente os mais indicados para a higiene íntima.

Um bom exemplo é a espuma de limpeza prebiótica Ella Biome, que possui uma fórmula que proporciona conforto e equilíbrio diários com agentes de limpeza suaves e eficazes, que preservam o pH naturalmente ácido da região íntima e contribuem para o equilíbrio do microbioma. Ginecologicamente e dermatologicamente testada, sem sulfatos, parabenos, livre de carga tóxica e hipoalergênica. Conheça!

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