IGF (1%) + BFGF (1%) + VEGF (1%) +
Copper Peptídeo (1%)/2mL
O papel dos fatores de crescimento na saúde capilar
O uso de fatores de crescimento e peptídeos bioativos em formulações para aplicação intradérmica (ID), subcutânea (SC) ou por mesoterapia tem se consolidado como uma abordagem promissora no manejo de desordens capilares, especialmente da alopecia androgenética (AGA).
Esses ativos atuam de forma sinérgica em diferentes alvos biológicos do folículo piloso, estimulando a proliferação celular, a angiogênese, a diferenciação tecidual e a modulação do microambiente dérmico. Como resultado, contribuem para a recuperação da funcionalidade do folículo e para o estímulo ao crescimento capilar.
Apresentação disponível
IGF (1%) + BFGF (1%) + VEGF (1%) + Copper Peptídeo (1%)/2mL
Intradérmica (ID) | Subcutânea (SC) | Mesoterapia
Por dentro da formulação: destaques dos ativos
Entre os componentes presentes na formulação, o IGF-1 destaca-se por seu papel central na regulação mitogênica e morfogênica do folículo piloso. Ele é um hormônio polipeptídico composto por 70 aminoácidos, secretado no couro cabeludo principalmente pelas células da papila dérmica, pelos fibroblastos dérmicos e pelas células da matriz folicular. Sua atuação é essencial para o desenvolvimento, a proliferação e a regeneração do folículo piloso.
O BFGF, por sua vez, é um importante membro da superfamília dos fatores de crescimento de fibroblastos, composta por cerca de 23 proteínas. Trata-se de um potente mitógeno envolvido em processos como cicatrização, angiogênese e desenvolvimento embrionário. No contexto folicular, é expresso por queratinócitos epidérmicos e localizado na bainha externa da raiz, além de ser encontrado na interface entre a matriz do bulbo e a papila dérmica, onde desempenha um importante papel na dinâmica celular local.
Outro fator presente é o VEGF, reconhecido como um dos principais mediadores da angiogênese no organismo. No folículo piloso, é secretado predominantemente pelas células da papila dérmica e também está presente na bainha externa da raiz. Sua principal função é regular a vascularização perifolicular, sendo determinante para o fornecimento de nutrientes e oxigênio ao folículo, além de influenciar diretamente no tamanho do folículo e no comprimento da haste capilar.
Já o peptídeo de cobre atua como um importante sinalizador do reparo tecidual, sendo liberado durante a degradação do colágeno após lesões. Ele está envolvido nos processos de regeneração cutânea, cicatrização e estímulo ao crescimento capilar. Com o envelhecimento, seus níveis fisiológicos diminuem, o que reforça seu potencial terapêutico em estratégias de reposição local.
A combinação desses ativos propõe uma abordagem multifatorial, com atuação integrada sobre os principais mecanismos envolvidos na saúde e no ciclo do folículo piloso. Ao longo do conteúdo, apresentamos uma revisão detalhada dos mecanismos de ação, propriedades farmacológicas e evidências associadas a cada um dos componentes.

Indicações terapêuticas
IGF-1: Fator de Crescimento Semelhante à Insulina 1
BFGF: Fator de Crescimento de Fibroblasto Básico
VEGF: Fator de Crescimento Endotelial Vascular
Copper peptide: Peptídeo de Cobre
IGF-1: Fator de Crescimento Semelhante à Insulina 1
O IGF-1 exerce seus efeitos biológicos ao se ligar ao seu receptor específico (IGF-1R), ativando cascatas de sinalização intracelular. Entre as principais vias ativadas estão a PI3K/Akt, promovendo a sobrevivência celular e inibindo a apoptose, e a MAPK/ERK, estimulando a proliferação e a diferenciação celular.
No ciclo capilar, o IGF-1 é capaz de prolongar a fase anágena (crescimento) e retardar a transição para a fase catágena (regressão). Além disso, apresenta efeito antiapoptótico, aumentando a expressão da proteína antiapoptótica Bcl-2 e suprimindo a proteína pró-apoptótica Bax.
Ele também interage com outros fatores, estimulando a expressão do fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), promovendo a angiogênese e o suporte nutricional ao redor do folículo. Ainda, pode modular inibidores, realizando a down-regulação de TGF-β1, um potente inibidor do crescimento capilar e indutor da fase catágena.
BFGF: Fator de Crescimento de Fibroblasto Básico
O BFGF atua principalmente por meio da ativação do receptor FGFR1, desencadeando diferentes vias de sinalização intracelular. Entre elas, destacam-se as vias ERK e PI3K-AKT, responsáveis por promover a proliferação de células-tronco do folículo piloso. Além disso, o BFGF ativa a via Wnt/β-catenina nas células da papila dérmica, contribuindo para a reversão da miniaturização folicular.
No contexto da angiogênese, o BFGF é um potente indutor da formação de novos capilares, aumentando o suprimento de nutrientes e oxigênio, fatores essenciais para o crescimento capilar. Em relação ao ciclo capilar, ele estimula os folículos a iniciarem um novo ciclo de crescimento, induzindo a entrada na fase anágena mesmo em folículos que se encontram em repouso.
De forma complementar, o BFGF influencia a estrutura da fibra capilar, promovendo o aumento do diâmetro da haste e acelerando a mitose dos queratinócitos da matriz. Por fim, exerce efeito sobre o microambiente dérmico ao reduzir a síntese de colágeno pelas células da papila dérmica, o que pode diminuir a densidade do tecido circundante e favorecer a revascularização.
VEGF: Fator de Crescimento Endotelial Vascular
O VEGF exerce seus efeitos biológicos por meio da ligação a receptores de tirosina quinase presentes na superfície celular, principalmente VEGFR-1 e VEGFR-2. A ativação desses receptores desencadeia importantes cascatas de sinalização intracelular, com destaque para as vias PI3K/Akt e MAPK/ERK. A ativação da via ERK, mediada pelo VEGFR-2, desempenha papel central na estimulação da proliferação das células da papila dérmica.
No controle da angiogênese, o VEGF atua aumentando a permeabilidade vascular e promovendo a proliferação e a migração de células endoteliais. Esse conjunto de ações assegura um suprimento adequado de nutrientes e oxigênio ao folículo piloso, especialmente durante a fase de crescimento ativo.
Em relação ao ciclo capilar, a expressão de VEGF é mais elevada no início da fase anágena, reduzindo-se de forma significativa durante as fases catágena e telógena. Além disso, ao intensificar a angiogênese local, o VEGF contribui para o alongamento da haste capilar e para o aumento do diâmetro folicular, favorecendo o crescimento de fios mais espessos.
Copper peptide: Peptídeo de Cobre
O peptídeo de cobre exerce seus efeitos por meio de múltiplas vias biológicas que atuam de forma integrada na regeneração tecidual e na saúde cutânea e capilar. Um de seus principais mecanismos envolve o estímulo da síntese de componentes da matriz extracelular, como colágeno, elastina e glicosaminoglicanos, especialmente em fibroblastos dérmicos, contribuindo para a manutenção da integridade estrutural da pele.
Além disso, desempenha um papel importante na remodelação tecidual ao ativar metaloproteinases (MMPs), responsáveis pela remoção de proteínas danificadas da matriz, enquanto modula a atividade de antiproteases, evitando a degradação excessiva dos tecidos. Esse equilíbrio favorece um ambiente propício à regeneração.
No folículo piloso, o peptídeo de cobre atua como fator de diferenciação celular, promovendo o aumento do tamanho folicular e contribuindo para a redução da queda capilar, em parte por sua atividade inibitória sobre a 5-alfa-redutase. Em nível molecular, também exerce modulação gênica relevante, sendo associado à regulação de uma ampla gama de genes relacionados aos processos de reparo celular, incluindo aqueles envolvidos na reparação de DNA e na supressão tumoral.
Ele também contribui para a manutenção e a sobrevivência de células-tronco cutâneas ao aumentar a expressão de integrinas e da proteína p63 em queratinócitos. Esse mecanismo favorece a viabilidade das células-tronco basais da epiderme e sustenta os processos contínuos de renovação celular.

Benefícios da administração injetável
A combinação desses quatro ativos em uma ampola de 2mL configura uma abordagem regenerativa, com atuação integrada no estímulo ao crescimento capilar e na modulação do tecido cutâneo. Sua aplicação por via intradérmica ou subcutânea permite uma entrega direcionada e eficaz, favorecendo o estímulo ao crescimento capilar e a recuperação funcional dos tecidos comprometidos.
Além dos benefícios sobre o ciclo folicular, a formulação apresenta potencial em processos de cicatrização e regeneração tecidual, contribuindo para a reorganização da matriz extracelular, a melhora da qualidade do tecido e o suporte à neoformação vascular. Essa atuação integrada favorece um ambiente mais equilibrado, com impacto tanto em condições alopécicas quanto em alterações relacionadas ao envelhecimento ou a injúrias cutâneas.
Dessa forma, o conjunto de evidências posiciona essa associação como uma estratégia terapêutica versátil e consistente no contexto da medicina regenerativa, com potencial de aplicação em diferentes cenários clínicos e resultados superiores aos observados com abordagens isoladas. Trata-se de uma ferramenta que contribui tanto para a contenção de processos degenerativos quanto para a funcionalidade tecidual de forma ampla.
Efeitos adversos
IGF-1: Fator de Crescimento Semelhante à Insulina 1
- Uso tópico/local: geralmente bem tolerado, sem evidências de hepatotoxicidade ou mielotoxicidade em modelos animais. Estudos clínicos com géis lipossomais não mostraram efeitos adversos graves.
- Uso sistêmico (geral): pode ocorrer hipoglicemia, hiperplasia linfoide e hipertensão intracelular benigna (geralmente transientes).
- Risco tumoral: embora apresente potencial carcinogênico teórico devido à sua atividade mitogênica, dados de acompanhamento de cinco anos em ensaios clínicos não identificaram aumento da incidência de tumores com o uso local.
BFGF: Fator de Crescimento de Fibroblasto Básico
- Reações locais: em estudos clínicos, não foram relatadas reações adversas graves. Os sintomas comuns incluem prurido leve e ocasional no couro cabeludo por algumas horas e dor tolerável durante a aplicação injetável.
- Alterações cutâneas em modelos animais: em camundongos recém-nascidos, altas doses injetadas causaram áreas pálidas temporárias e atraso na iniciação folicular.
- Ausência de toxicidade sistêmica: não foram observadas alterações significativas nos parâmetros bioquímicos e hematológicos, nem evidências de hepatotoxicidade e mielotoxicidade.
VEGF: Fator de Crescimento Endotelial Vascular
- Aplicação tópica: demonstrou ausência de toxicidade sistêmica (hepatotoxicidade ou mielotoxicidade) em modelos animais.
- Uso injetável: pacientes podem relatar prurido leve e ocasional no couro cabeludo após a aplicação e dor tolerável durante o procedimento.
- Potencial carcinogênico: embora o VEGF esteja associado ao crescimento tumoral quando superexpresso sistemicamente, não foram relatados aumento do risco carcinogênico associado com aplicação local.
Copper peptide: Peptídeo de Cobre
- Perfil de segurança: considerado não tóxico em concentrações testadas até 5.800 µM para queratinócitos e fibroblastos.
- Reações locais: em testes de irritação, não foram observados eritema ou edema persistentes após a aplicação local.
- Uso injetável: pode causar prurido leve e ocasional, além de dor tolerável durante a aplicação intradérmica.
- Toxicidade sistêmica: não foram encontrados efeitos hepatotóxicos ou mielotóxicos.
IMPORTANTE
Este material é de apoio técnico para prescritores e é proibida a sua divulgação para consumidores, nos termos do item 5.14 da RDC 67/2007.
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