Vitamina B12 (metilcobalamina)
injetável

Resumo

A metilcobalamina é uma forma ativa e eficaz de vitamina B12 que participa do metabolismo dos lipídeos e ácidos nucleicos, realizando diversas reações bioquímicas importantes em nosso organismo.

Além de exercer função cardioprotetora, com aumento da metilação e manutenção da homocisteína em níveis saudáveis, também atua como neuroprotetora e na função neuronal, promovendo aumento das sinapses nervosas e mielinização dos neurônios.

Principais indicações:

  • Má absorção pela via oral
  • Manutenção da função cerebral
  • Doenças degenerativas
  • Redução da homocisteína
  • Síndrome de fadiga crônica
  • Fibromialgia
  • Anemia perniciosa
  • Suporte no tratamento do Transtorno do Espectro Autista

Apresentação disponível:

Vitamina B12 – Metilcobalamina 500mcg/1mL

Vitamina B12 – Metilcobalamina 2500mcg/1mL

Vitamina B12 – Metilcobalamina 25mg/1mL (frasco)

Vitamina B12 – Metilcobalamina 50mg + Procaína (1%)/2mL (frasco)

Introdução

Antigamente, a vitamina B12 era, na maioria das vezes, indicada apenas para nutrição esportiva e para prevenção da anemia. A partir de 1950, essa vitamina passou a ser indicada como analgésico em alguns países e estudos mais recentes mostraram a sua importância no sistema nervoso central e na formação do sangue, além de estar envolvida em vários metabolismos como síntese/regulação de DNA, síntese de ácidos graxos e produção de energia. Essa vitamina possui análogos como a metilcobalamina, cianocobalamina, hidroxicobalamina e adenosilcobalamina. No entanto, a vitamina B12 não é utilizada de maneira direta e deve ser preferencialmente administrada em formas ativas como a metilcobalamina, uma vez que, em mamíferos, a cianocobalamina e a hidroxicobalamina são formas inativas. A metilcobalamina é uma coenzima da metionina sintase, sendo necessária para a formação da metionina a partir da homocisteína no ciclo de metilação do DNA e proteínas (Zhang, Han, Hu, Xu, 2013).

A descoberta da vitamina B12 surgiu da necessidade de encontrar a causa e a cura da anemia perniciosa, relatada pela primeira vez em 1849 por Thomas Addison. O tratamento foi descoberto em 1926, quando o consumo de fígado levemente cozido levou à correção da anemia e reduziu a taxa de mortalidade. Mesmo naquela época as proteínas e o ferro no fígado eram considerados como sendo fatores curativos. No final da década de 1940, dois grupos anunciaram a descoberta de uma nova vitamina, que reduziu os casos de anemia perniciosa. Em 1956, Dorothy Hodgkin descobriu a estrutura da vitamina B12 e em 1973 Robert Woodward sintetizou a vitamina B12. A maior prevalência de irregularidades dos níveis de vitamina B12 são observados em pessoas com baixa ingestão de alimentos de origem animal (fígado, carne, peixe, ovos, leite, queijo, coalhada, entre outros) e idosos. (Butola, Kute, Anjankar, Dhok, Gusain, Vagga, 2020).

O termo vitamina B12 é o descritor genérico para todos os compostos que contêm o núcleo corrina ou corrin apresentando a atividade biológica da cobalamina. Os vitâmeros B12 são complexos octaédricos de cobalto (Co), consistindo de um macroanel centrado em cobalto, um nucleotídeo e um segundo grupo coligado (CH3, H2O, CN-). O núcleo corrina é composto por quatro núcleos reduzidos de pirrol ligados por três pontes de metileno e uma ligação direta. O átomo de cobalto triplamente ionizado (Co3+) é essencial para a atividade biológica, podendo formar até seis ligações e está fortemente ligado aos quatro átomos de nitrogênio pirrol. O átomo central de cobalto também pode se ligar a um pequeno ligante acima (posição α) e um nucleotídeo abaixo (posição β) do plano do sistema de anéis. Seus ligantes de posição α incluem o grupo metil (metilcobalamina), entre outros compostos. (Combs, McClung, 2017).

Estrutura química da metilcobalamina (Combs, McClung, 2017):

 

Metilcobalamina

A metilcobalamina é uma forma ativa e eficaz de vitamina B12, pois pode atravessar a barreira hematoencefálica sem biotransformação, auxiliando no tratamento e prevenção de complicações associadas à deficiência de vitamina B12. A metilcobalamina é necessária para a integridade da mielina (cobre e protege fibras nervosas), função neuronal, formação de glóbulos vermelhos e síntese de DNA. (Sil, Kumar, Mondal, Anand, Ghosal, Datta, Rao, 2018).

 

Principais indicações da Vitamina B12
(Metilcobalamina)

A deficiência de vitamina B12 pode estar relacionada a diversos fatores, incluindo diminuição da ingestão e fatores que interferem na absorção pelo trato digestivo. Os níveis de vitamina B12 podem, portanto, ser diminuídos em casos de pacientes internados na unidade de terapia intensiva (UTI), pacientes idosos, pacientes que recebem terapia renal substitutiva crônica, após cirurgia gástrica, em casos de distúrbios do intestino delgado, pacientes com insuficiência pancreática e com o uso de drogas como inibidores da bomba de prótons, conversores de metformina e inibidores enzimáticos de angiotensina (Romain, Sviri, Linton, Stav, Heerden, 2016).

A deficiência de vitamina B12 pode estar relacionada a diversos fatores, incluindo diminuição da ingestão e fatores que interferem na absorção pelo trato digestivo. Os níveis de vitamina B12 podem, portanto, ser diminuídos em casos de pacientes internados na unidade de terapia intensiva (UTI), pacientes idosos, pacientes que recebem terapia renal substitutiva crônica, após cirurgia gástrica, em casos de distúrbios do intestino delgado, pacientes com insuficiência pancreática e com o uso de drogas como inibidores da bomba de prótons, conversores de metformina e inibidores enzimáticos de angiotensina (Romain, Sviri, Linton, Stav, Heerden, 2016).

A metilcobalamina é indicada no tratamento da anemia perniciosa, neuropatia diabética, doenças degenerativas e no tratamento preliminar de esclerose lateral amiotrófica (ELA). Tem sido utilizada para tratar algumas doenças como psicopatia e artrite reumatoide. Exerce uma proteção dos neurônios promovendo a regeneração dos nervos lesados e, com isso, antagoniza a neurotoxicidade induzida pelo glutamato e promove efeitos analgésicos. Ajuda o corpo a usar gorduras e carboidratos para obter energia e também auxilia na contagem de espermatozoides e na motilidade espermática (Gupta, Jeetendra, Qureshi, Shaiba, 2015).

Na hiperhomocisteinemia, um fator de risco cardiovascular e danos neuronais, a metilcobalamina atua na conversão da homocisteína em metionina, reduzindo assim os níveis de homocisteína no sangue (Zhang, 2013; Monsen, 2003). Atua também como doadora de grupos metil e participa na síntese de S-adenosilmetionina (SAM-e), nutriente que tem por propriedade aumentar o ânimo, a disposição e o humor (Paniz, 2005). Quando comparada com outros análogos, a metilcobalamina é a forma melhor absorvida pelas organelas presentes nos neurônios (Nishimoto, 2015).

Estudos prospectivos e/ou retrospectivos sugerem que a metilcobalamina por via subcutânea melhora significamente os sintomas clínicos do Transtorno do Espectro Autista (TEA) através da melhora da metilação e o do metabolismo redox, especialmente em pacientes que apresentam bioquímica desfavorável (Hendren, 2016; Rossignol; Frye, 2021). Uma meta-análise confirmou um achado consistente de metilação do DNA prejudicada no TEA. A metilação é uma das modificações químicas mais abundantes e dinâmicas em nossas células e está envolvida em uma grande variedade de funções fisiológicas, tendo grande impacto na expressão gênica, processamento de RNA e comportamento de proteínas. Além disso, a metilação foi reconhecida como um processo chave subjacente às regulações epigenéticas (Guo; Ding; Li, 2020).

A ingestão recomendada foi definida para manter os níveis de vitamina B12 séricos dentro da normalidade. Eles também assumem que 50% da vitamina B12 é absorvida através da dieta. Ingestões de 1,5 µg/d são recomendadas pelo governo do Reino Unido e 4 µg/d pela União Europeia. Os Estados Unidos recomendam uma ingestão de 2,4 µg/d e, nos casos de gravidez e lactação, doses mais altas são recomendadas (2,6 e 2,8 µg/d, respectivamente). O consumo recomendado para crianças também se alternam de 0,3 µg/d para crianças de 0 a 6 meses a 1,0 µg/d entre 9-13 anos no Reino Unido e 0,4 µg/d a 1,8 µg/d para as mesmas faixas etárias nos Estados Unidos. Permanece discutível se as ingestões acima são suficientes para atingir o status ideal de vitamina B12. Usando uma abordagem fatorial, incluindo uma soma de perdas diárias que precisam ser compensadas pela ingestão de vitamina B12, estima-se que é necessária a administração de 3,8 µg/d a 20,7 µg/d para prevenir a deficiência em adultos e idosos aparentemente saudáveis. (Malefora, Delvin, McCaddon, Ahmadi, Harrington, 2021; Doets, Veld,Szczecińska, Dhonukshe-Rutten, Cavelaars, van ’t Veer, Groot, 2013).

Deficiências subclínicas da vitamina B12 podem contribuir silenciosamente para problemas cardíacos e neurológicos, desde os de ordem sensorial até os distúrbios psiquiátricos e de aprendizagem (Paniz, 2005).

 

Mecanismo de ação

A metilcobalamina atua na produção de mielina, que cobre e protege as fibras nervosas. Sem metilcobalamina suficiente, a bainha de mielina não se forma adequadamente, gerando danos ao sistema nervoso. A metilcobalamina é usada como cofator da enzima metionina transferase, que converte a homocisteína em metionina via ciclo de folato. É distribuída para todas as células do corpo ao se ligar à transcobalamina II, uma proteína transportadora de B-globulina, sendo armazenada no fígado e eliminada através da bile. (Gupta, Jeetendra, Qureshi, Shaiba, 2015).

 

Vias de Administração injetáveis

As terapias injetáveis podem ser utilizadas para otimização de resultados e melhora da resposta terapêutica, principalmente em pacientes que apresentam algum tipo de dificuldade de deglutição ou absorção via oral, mas também quando o tratamento requer uma rápida absorção e melhor biodisponibilidade.

A via intramuscular é a principal escolha de tratamento para a deficiência de vitamina B12 na maioria dos países (Kartal, Ayse, Mutlu, Zeynep, 2020). A administração via intramuscular promove a liberação do produto diretamente na fibra muscular onde ocorrerá a absorção devido à vascularização local (Aulton, 2011). Recomenda-se que a aplicação seja realizada de forma profunda e lenta (região mais vascularizada) com aplicação pela técnica em Z, reduzindo possível desconforto e o escape da medicação no local da entrada da agulha. A injeção deve ser feita a uma velocidade de 1mL a cada 10 segundos. Essa velocidade oferece tempo às fibras musculares para que se expandam e contenham a solução no local correto. Injeções subcutâneas não devem ser excedidas do volume de 2mL por local de aplicação.

Apesar da via intramuscular ser a mais usual, a vitamina B12 também pode ser administrada pelas vias endovenosa e subcutânea. Com a administração endovenosa é obtida 100% de biodisponibilidade no momento da administração, pois o medicamento chega imediatamente na corrente sanguínea. Já a administração pela via subcutânea ocorre no tecido adiposo, logo abaixo da camada dérmica da pele. A absorção pela corrente sanguínea ocorre de forma mais lenta e gradual, quando comparada com a injeção intramuscular (Aulton, 2011). Mas estudos relacionam uma melhor resposta nos sintomas de autismo após o uso de metil B12 administrada pela via subcutânea, do que quando administrada por outras vias (Frye, 2013; Shibuya, 2014; Yoon, 2020; Rossignol, 2021).

 

Efeitos adversos

Alguns dos efeitos colaterais da vitamina B12 podem incluir reações alérgicas, com sintomas como coceira na pele, urticária, broncoespasmo e angioedema. Eventos adversos relatados com o uso de metilcobalamina não são frequentes. Como reações adversas incomuns, podem ser incluídas reações gastrointestinais, como anorexia, náusea e vômitos. Raramente pode ocorrer rash cutâneo.

Um estudo conduzido por Chiu, et al. (2011), que avaliou a segurança e a eficácia de injeções intramusculares de metilcobalamina 500mcg/1mL em pacientes com dor lombar, relatou apenas reações adversas menores, como dor local e hematoma nos locais de injeção em alguns pacientes. Em um estudo conduzido por Koyama et al. (2010) em pacientes submetidos à hemodiálise que receberam metilcobalamina 500mcg intravenoso para normalizar a hiperhomocisteinemia não foram observados efeitos adversos.

Em outro estudo conduzido por Shibuya et al. (2013) para avaliar a segurança e a eficácia da metilcobalamina em altas doses endovenosas 25mg/dia durante 10 dias, seguido de 25mg/mês durante 5 meses, não foram observados efeitos adversos.

Na prática clínica, há relatos de vermelhidão ou surgimento de manchas avermelhadas na pele, especialmente após aplicação de injeção intramuscular ou subcutânea. O surgimento dessas manchas pode ocorrer com o extravasamento do medicamento para regiões mais superficiais da pele. Dessa forma, a utilização de técnicas adequadas são imprescindíveis para uma administração correta.

Também é importante salientar que as reações adversas a medicamentos também estão associadas à suscetibilidade individual do paciente e, nos casos de terapias parentais, outros fatores, como a avaliação do histórico e tratamentos orais utilizados, diluição dos nutrientes em volume adequado, tempo de gotejamento, técnica correta de higienização das mãos e antissepsia do local de aplicação, contribuem para o conforto do paciente e a diminuição de possíveis intercorrências relacionadas à prática clínica e da equipe de enfermagem.

Chiu C. K; et al. Shong H K The efficacy and safety of intramuscular injections of methylcobalamin in patients with chronic nonspecific low back pain: a randomised controlled trial. Singapore Med J 2011, 52(12) 868

Combs, G. F., & McClung, J. P. (2017). Vitamin B12. The Vitamins, 431–452. doi:10.1016/b978-0-12-802965-7.00018-6

Doets, E. L., in ’t Veld, P. H., Szczecińska, A., Dhonukshe-Rutten, R. A. M., Cavelaars, A. E. J. M., van ’t Veer, P., … de Groot, L. C. P. G. M. (2013). Systematic Review on Daily Vitamin B12 Losses and Bioavailability for Deriving Recommendations on Vitamin B12 Intake with the Factorial Approach. Annals of Nutrition and Metabolism, 62(4), 311–322. doi:10.1159/000346968

Gupta, Jeetendra & Qureshi, Shaiba. (2015). Potential Benefits of Methylcobalamin A Review. 3. 1076-1080.

Frye, R; et al. Effectiveness of Methylcobalamin and Folinic Acid Treatment on Adaptive Behavior in Children with Autistic Disorder Is Related to Glutathione Redox Status. Autism Research And Treatment, v. 2013, p. 1-9, 2013. Hindawi Limited. http://dx.doi.org/10.1155/2013/609705.

GUO, Bao‐Qiang; DING, Shi‐Bin; LI, Hong‐Bin. Blood biomarker levels of methylation capacity in autism spectrum disorder: a systematic review and meta⠰analysis. Acta Psychiatrica Scandinavica, v. 141, n. 6, p. 492-509, 6 abr. 2020. Wiley. http://dx.doi.org/10.1111/acps.13170.

Hendren, R. L.; et al. Randomized, Placebo-Controlled Trial of Methyl B12 for Children with Autism. Journal Of Child And Adolescent Psychopharmacology, v. 26, n. 9, p. 774-783, nov. 2016. Mary Ann Liebert Inc. http://dx.doi.org/10.1089/cap.2015.0159.

Kanyal Butola, Lata & Kute, Prakash & Anjankar, Ashish & Dhok, Archana & Gusain, Neelam & Vagga, Anjali. (2020). Vitamin B12 -Do You Know Everything?. Journal of Evolution of Medical and Dental Sciences. 9. 3139-3146. 10.14260/jemds/2020/688.

Koyama, K.; et al. Randomized Controlled Trial of the Effect of Short-term Coadministration of Methylcobalamin and Folate on Serum ADMA Concentration in Patients Receiving Long-term Hemodialysis. American Journal Of Kidney Diseases, v. 55, n. 6, p. 1069-1078, jun. 2010. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1053/j.ajkd.2009.12.035.

Monsen, Anne Lise Bjørke; Ueland, Per Magne. Homocysteine and methylmalonic acid in diagnosis and risk assessment from infancy to adolescence. The American Journal Of Clinical Nutrition, v. 78, n. 1, p.7-21, 1 jul. 2003. Oxford University Press (OUP). http://dx.doi.org/10.1093/ajcn/78.1.7.

Nishimoto, S; et al. Methylcobalamin promotes the differentiation of Schwann cells and remyelination in lysophosphatidylcholine-induced demyelination of the rat sciatic nerve. Frontiers In Cellular Neuroscience, v. 9, p. 1-2, 4 ago. 2015. Frontiers Media SA. http://dx.doi.org/10.3389/fncel.2015.00298.

Paniz, C.et al. Fisiopatologia da deficiência de vitamina B12 e seu diagnóstico laboratorial. Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial, v. 41, n. 5, p.323-334, out. 2005. FapUNIFESP (SciELO). http://dx.doi.org/10.1590/s1676-24442005000500007.

Romain, M., Sviri, S., Linton, D. M., Stav, I., & van Heerden, P. V. (2016). The Role of Vitamin B12 in the Critically Ill—a Review. Anaesthesia and Intensive Care, 44(4), 447–452. doi:10.1177/0310057×1604400410.

Rossignol, D. A.; Frye, R. E. The Effectiveness of Cobalamin (B12) Treatment for Autism Spectrum Disorder: a systematic review and meta-analysis. Journal Of Personalized Medicine, v. 11, n. 8, p. 784, 11 ago. 2021. MDPI AG. http://dx.doi.org/10.3390/jpm11080784.

Shibuya, K; et al. Safety and Efficacy of Intravenous Ultra-high Dose Methylcobalamin Treatment for Peripheral Neuropathy: a phase i/ii open label clinical trial. Internal Medicine, v. 53, n. 17, p. 1927-1931, 2014. Japanese Society of Internal Medicine. http://dx.doi.org/10.2169/internalmedicine.53.1951.

Sil, A., Kumar, H., Mondal, R. D., Anand, S. S., Ghosal, A., Datta, A., … Rao, S. (2018). A randomized, open labeled study comparing the serum levels of cobalamin after three doses of 500 mcg vs. a single dose methylcobalamin of 1500 mcg in patients with peripheral neuropathy. The Korean Journal of Pain, 31(3), 183. doi:10.3344/kjp.2018.31.3.183

Sobczyńska-Malefora, A., Delvin, E., McCaddon, A., Ahmadi, K. R., & Harrington, D. J. (2021). Vitamin B12 status in health and disease: a critical review. Diagnosis of deficiency and insufficiency – clinical and laboratory pitfalls. Critical Reviews in Clinical Laboratory Sciences, 58(6), 399–429. doi:10.1080/10408363.2021.1885339

Tugba-Kartal, Ayse & Cagla-Mutlu, Zeynep. (2020). Comparison of Sublingual and Intramuscular Administration of Vitamin B12 for the Treatment of Vitamin B12 Deficiency in Children. Revista de investigacion clinica; organo del Hospital de Enfermedades de la Nutricion. 72. 10.24875/RIC.20000208.

Yoon, S; et al. Methylcobalamin: Summary Report: Methylcobalamin; Compounding; Food, Drug, and Cosmetic Act, Section 503B; Food and Drug Administration; Outsourcing facility;Mecobalamin; Drug compounding; Legislation, Drug; United States Food and Drug Administration; University of Maryland Center of Excellence in Regulatory Science and Innovation (M-CERSI), 2020.

Zhang, M., Han, W., Hu, S., & Xu, H. (2013). Methylcobalamin: A Potential Vitamin of Pain Killer. Neural Plasticity, 2013, 1–6. doi:10.1155/2013/424651