Protocolos injetáveis para a saúde hepática e intestinal

Tratamentos para desintoxicação do organismo.

O termo “detox” se refere à detoxificação ou à desintoxicação do corpo humano. De forma simples, é a limpeza do nosso organismo de dentro para fora.

Diariamente, todos os processos pelos quais o nosso corpo passa geram toxinas. Isso ocorre porque o organismo diferencia componentes essenciais de outros elementos que não possuem nenhuma propriedade funcional e/ou vital. Essa diferenciação passa por processos metabólicos complexos, gerando assim compostos prejudiciais (tóxicos), os quais precisam ser eliminados de alguma forma.

O papel do fígado na detoxificação do organismo

O principal órgão envolvido no processo de limpeza das toxinas é o fígado, uma vez que todas as substâncias absorvidas pela via intestinal são filtradas por ele. Essa ação pode levar a uma sobrecarga desse órgão e a consequente necessidade de manutenção e de fortalecimento dos meios que facilitam a sua desintoxicação.

Sendo o segundo maior órgão do corpo e a maior glândula que compõe o organismo humano, o fígado possui funções extremamente importantes para o funcionamento e a regulação do metabolismo, do sistema digestivo, da desintoxicação e do armazenamento de vitaminas e minerais. Ele é fundamental e único, principalmente por realizar duas formas distintas de suporte sanguíneo. Além disso, é responsável por transformar quimicamente os xenobióticos acumulados em novas moléculas com características mais hidrofílicas, facilitando a sua eliminação na urina.

Essa transformação ocorre por meio de dois mecanismos, Reações de Fase I e Fase II:

  • Fase I

Executa reações de oxidação, redução e hidrólise com o auxílio de enzimas do citocromo P450.

  • Fase II

Ocorre a complexação das moléculas resultantes da Fase I com compostos endógenos, como a glicuronila, glutationa, sulfato e metila, os quais facilitam a sua excreção do organismo por diversas vias, a exemplo da urina e bile.

O fígado também é responsável por produzir a bile, armazenar e metabolizar vitaminas lipossolúveis, armazenar glicose e produzir proteínas plasmáticas e fatores de coagulação.

A importância do bom funcionamento do fígado

A função hepática é sinalizada por uma vasta gama de enzimas responsáveis por modular as reações que ocorrem naturalmente. As principais enzimas marcadoras, que controlam a função hepática, são as aminotransferases (TGO/AST e TGP/ALT). É importante ressaltar que essas enzimas não são totalmente específicas, mas atuam como indicativas de lesão. Além delas, temos moléculas mensageiras que ativam a sinalização para as funções hepáticas, sendo a monofosfato de adenosina cíclico (AMPc) uma das principais e que é a responsável por aumentar a exportação de glicose pelo fígado.

Os processos metabólicos realizados são altamente influenciados pelo que consumimos. Desde o ar que respiramos até uma dieta desequilibrada, com excesso de gorduras, açúcares e bebidas alcoólicas, e, consequentemente, pobre em nutrientes, podem causar uma sobrecarga hepática, dificultando a eliminação das toxinas. Com esse excesso, pode-se desencadear um aumento das enzimas aminotransferases, com consequente sinalização de alterações hepáticas, como esteatose hepática, diabetes, doença hepática associada ao álcool (ALD), cirrose e doença do fígado não alcoólica (DHGNA).

O intestino e a desintoxicação do organismo

O intestino também é fundamental na limpeza do organismo. E nele que se concentram os microrganismos que auxiliam na digestão, regulam processos e combatem doenças. Ademais, o intestino é responsável pela produção de fatores químicos e de fitomenadiona (vitamina K).

A saúde intestinal está diretamente relacionada ao sistema nervoso central (SNC), incluíndo as reações ao estresse, à ansiedade e à depressão. Essa conexão ocorre por meio do eixo vago, pelas bactérias e pelo sistema imunológico, pois no intestino estão presentes diversas células do SNC encarregadas de controlar a resposta de diversas substâncias importantes para o funcionamento do corpo.

As funções mais conhecidas do intestino são as de absorção e digestão de nutrientes. Isso ocorre por conta da microbiota intestinal que, em simbiose, mantém a integridade da mucosa e permite a eficiência desses processos naturalmente. Quando essa microbiota se desequilibra, ocorre a chamada disbiose intestinal, que compromete a mucosa do intestino e deixa a corrente sanguínea suscetível à passagem desses microrganismos para o sangue. Quando isso acontece, eles passam a circular livremente pelo corpo, podendo desencadear doenças ou alterações mais graves.

O desequilíbrio intestinal pode ocorrer, principalmente, pela ingestão de alimentos gordurosos, consumo de bebidas alcoólicas, baixa ingestão de fibras, estresse, nicotina, medicamentos e doenças, como diverticulite, síndrome do intestino irritável, prisão de ventre e infecção intestinal. Normalmente é evidenciado pela queda de cabelo, ocorrências de náuseas, flatulências, fraqueza nas unhas, dificuldade de evacuar, inchaço e dor abdominal.

Confira abaixo nossas sugestões de tratamentos injetáveis que podem auxiliar na manutenção da saúde hepática e intestinal.



Tratamentos endovenosos
Protocolo adjuvante no tratamento de condições hepáticas
  • Ativos Apresentação
  • Nanomicelas de curcuminoides 2mg/2mL 1 ampola
  • Nanomicelas de tocoferóis 10mg/1mL 1 ampola
  • NAC 300mg/2mL 1 ampola
  • Complexo B – com Metil B12 /2mL
    (B2 10mg+ B3 30mg + B5 30mg + B6 80mg + Metil B12 1mg)
    1 ampola
  • NMN 100mg/1mL 1 ampola
  • Nanomicelas de baicalina 5mg/1mL 1 ampola

Sugestão de uso: diluir as ampolas em 250mL de SF 0,9% e aplicar por via endovenosa, com gotejamento inicial lento (45-60min/bolsa), 1x por semana, de 8 a 10 sessões, avaliando individualmente cada paciente.

Protocolo adjuvante para esteatose hepática e demais complicações hepáticas
  • Ativos Apresentação
  • N-acetilcisteína (NAC) 300mg/2mL 1 ampola
  • Selênio 80mcg/2mL 1 ampola
  • Sulfato de zinco 20mg/2mL 1 ampola
  • Complexo B (sem B1)/ 2mL
    (B2 10mg + B3 10mg + B5 50mg + B6 10mg)
    1 ampola

Sugestão de uso: diluir 1 ampola de cada produto em 250mL de SF 0,9% e aplicar pela via endovenosa com gotejamento inicial lento (45-60min/bolsa), avaliando individualmente cada paciente.

Protocolo endovenoso para desintoxicação hepática pelo excesso de álcool
  • Ativos Apresentação
  • Complexo B (sem B1)/ 2mL
    (B2 10mg + B3 10mg + B5 50mg + B6 10mg)
    1 ampola
  • Zinco 20mg/2mL 1 ampola
  • SAME (S-Adenosil-L-Metionina) (10%) 200mg/2mL 1 ampola
  • L-Arginina (50%) 1g/2mL 1 ampola
  • NAC (N-Acetil Cisteína) (15%) 300mg/2mL 1 ampola
  • Selênio (0,004%) 80mcg/2mL 1 ampola
  • Sulfato de Magnésio (10%) 200mg/2mL 1 ampola

Sugestão de uso: diluir 1 ampola de cada produto em 250mL de SF 0,9% e aplicar pela via endovenosa com gotejamento inicial lento (45-60min/bolsa), avaliando individualmente cada paciente.

+

  • Ativos Apresentação
  • Vitamina C 1g/5mL 1 ampola

Sugestão de uso: diluir a ampola em 100mL de SF 0,9% e aplicar pela via endovenosa com gotejamento inicial lento (45-60min/bolsa), avaliando individualmente cada paciente.

Protocolo adjuvante para saúde hepática
  • Ativos Apresentação
  • Complexo B (sem B1)/ 2mL
    (B2 10mg + B3 10mg + B5 50mg + B6 10mg)
    1 ampola
  • N-acetilcisteína 300mg/2mL 2 ampolas
  • L-metionina 100mg/2mL 1 ampola
  • L-glicina 75mg/2mL 1 ampola
  • Vitamina B12 (metilcobalamina) 500mcg/1mL 1 ampola
  • L-taurina 100mg/2mL 1 ampola
  • L-ornitina 300mg/2mL 1 ampola
  • Ácido Lipoico 300mg/10mL 2 ampolas

Sugestão de uso: diluir as ampolas em 250mL de SF 0,9% e aplicar por via endovenosa, com gotejamento inicial lento (45-60min/bolsa), 1x por semana, de 8 a 10 sessões, avaliando individualmente cada paciente.

Protocolo adjuvante para disbiose
  • Ativos Apresentação
  • MSM (metilsulfonilmetano) 750mg/5mL 1 ampola
  • Vitamina C 1g/5mL 2 ampolas
  • Aminoácidos (5%)/5mL 1 ampola
  • Complexo B (sem B1)/ 2mL
    (B2 10mg + B3 10mg + B5 50mg + B6 10mg)
    1 ampola
  • NAC 300mg/2mL 2 ampolas
  • Biotina 10mg/2mL 1 ampola

Sugestão de uso: diluir as ampolas em 250mL de SF 0,9% e aplicar por via endovenosa, com gotejamento inicial lento (45-60min/bolsa), 1x por semana, de 8 a 10 sessões, avaliando individualmente cada paciente.



Tratamentos intramusculares
Protocolo adjuvante para detox hepático
  • Ativos Apresentação
  • Complexo B (sem B1)/ 2mL
    (B2 10mg + B3 10mg + B5 50mg + B6 10mg)
    1 ampola
  • NAC 300mg/2mL 1 ampola
  • L-metionina 100mg/2mL 1 ampola
  • L-glicina 75mg/2mL 1 ampola
  • Vit B12 (metilcobalamina) 500mcg/1mL 1 ampola
  • Lidocaína 20mg/1mL 1 ampola

Sugestão de uso: aspirar o conteúdo das ampolas e aplicar lentamente metade do volume (cerca de 5mL) em cada músculo ventroglúteo, 1x por semana, de 8 a 10 sessões, avaliando individualmente cada paciente.

Protocolo adjuvante para disbiose
  • Ativos Apresentação
  • MSM (metilsulfonilmetano) 750mg/ 5mL 1 ampola
  • Vitamina C 400mg/2mL 1 ampola
  • L-glicina 75mg/2mL 1 ampola
  • Lidocaína 20mg/1mL 1 ampola

Sugestão de uso: aspirar o conteúdo das ampolas e aplicar lentamente metade do volume (cerca de 5mL) em cada músculo ventroglúteo, 1x por semana, de 8 a 10 sessões, avaliando individualmente cada paciente.

Conheça mais sobre os ativos

Ácido lipoico

Possui ação antioxidante nos hepatócitos, pois é metabolizado diretamente no fígado.

Alanil-glutamina

Principal substrato utilizado pelas células intestinais, com um grande papel na fisiologia intestinal e no manejo de múltiplas doenças intestinais e regeneração da mucosa.

Aminoácidos

Auxiliam como cofatores enzimáticos na metabolização do álcool e do acetaldeído.

Complexo B

Vitaminas com papéis fundamentais em processos enzimáticos e metabólicos.

  • Biotina (vitamina B7)
    Vitamina hidrossolúvel importante para a metabolização de gorduras, impedindo o acúmulo nos hepatócitos.
  • Metilcobalamina (vitamina B12)
    Auxilia na atividade do citocromo P450.
  • Niacinamida (vitamina B3)
    É a amida fisiologicamente ativa da niacina, uma vitamina essencial do complexo B. Também auxilia na ativação do citocromo P450.
  • Piridoxina (vitamina B6)
    Auxilia na atividade do citocromo P450.
  • Riboflavina (vitamina B2)
    Atua no metabolismo energético e proteico, além de auxiliar na ativação do citocromo P450.
  • Tiamina (vitamina B1)
    Responsável por ativar a enzima transcetolase, essencial para a manutenção das vias metabólicas da glicose. Além disso, possui importante atividade na ativação do citocromo P450.

D-ribose

Pode proteger o fígado contra danos oxidativos, melhorar os níveis de glicogênio hepático e ajudar na regeneração de tecidos após lesões. É particularmente útil para reduzir os impactos de dietas ricas em gordura e frutose, prevenindo o estresse oxidativo e as respostas inflamatórias que podem levar à esteatose hepática não alcoólica.

Inositol

Auxilia na redução dos níveis de colesterol.

L-arginina

Auxilia na desintoxicação da amônia, melhora o fluxo sanguíneo hepático e tem efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes, o que contribui para a regeneração hepática.

L-glicina

Atua na prevenção do acúmulo de gordura no fígado.

L-glutathion

Utilizado no processo de metabolização de substâncias no fígado, auxiliando na saturação alcoólica.

L-metionina

Auxilia no processo de metabolização de gordura e modula a produção de glutationa, neutralizando toxinas e evitando o acúmulo de gordura nos hepatócitos.

L-ornitina

Contribui para a proteção do fígado.

L-taurina

Ajuda na prevenção da reação inflamatória no cólon.

Magnésio

Atua como desintoxicante hepático, aumentando a vasodilatação.

Melatonina

Exerce uma potente atividade protetora contra danos endógenos (ácido e pepsina) e exógenos (álcool, AINEs e estresse), fatores que afetam o trato GI. Em estudos com animais e humanos, foi demonstrado que a melatonina proporciona proteção esofágica contra lesão esofágica aguda causada por refluxo ácido e alcalino.

MSM

Previne e trata a permeabilidade intestinal e reveste as membranas mucosas dos intestinos. Ainda, sua ação anti-inflamatória tem efeito protetor no cólon, reduzindo os níveis de citocinas pró-inflamatórias.

NAC (N-acetilcisteína)

Repara o dano oxidativo por produzir glutationa. Associado ao selênio, possui efeito potencializado.

Nanomicelas de baicalina

Apresenta diversos benefícios para a saúde hepática, incluindo a redução da fibrose hepática, proteção contra esteatose hepática não alcoólica e ações antioxidante e anti-apoptótica. Além disso, ela auxilia na modulação do metabolismo lipídico, reduz inflamações e protege o fígado contra lesões induzidas por drogas e toxinas. Estudos também têm mostrado seu potencial em inibir a replicação do vírus da hepatite B e em prevenir a acumulação de gordura hepática, tornando-se uma opção promissora em terapias complementares para doenças hepáticas crônicas e agudas.

Nanomicelas de curcuminoides

As nanomicelas potencializam a biodisponibilidade da curcumina, aumentando seus benefícios à saúde intestinal. Estudos relatam que esse produto protege o intestino por suas potentes ações antioxidante e anti-inflamatória, reduzindo o estresse oxidativo e as citocinas pró-inflamatórias; auxilia no fortalecimento da barreira intestinal, prevenindo a permeabilidade, e promovem a regeneração celular do epitélio; e modula a microbiota intestinal, favorecendo bactérias benéficas e combatendo patógenos.

Nanomicelas de tocoferóis

Os tocoferóis, principais componentes da vitamina E, contribuem para a proteção do fígado contra danos oxidativos causados por radicais livres e para a redução da inflamação em condições como esteatose hepática não alcoólica e fibrose hepática. Além disso, estudos mostram que eles auxiliam na regulação do metabolismo lipídico e na proteção contra lesões hepáticas induzidas por toxinas ou álcool, enquanto melhoram a função hepática geral.

S-adenosilmetionina (SAMe)

Reduz os danos hepáticos e melhora a qualidade de vida de pacientes dependentes de álcool, auxiliando na proteção do fígado.

Selênio

Melhora da função hepática.

Sulfato de magnésio

Melhora a inflamação intestinal induzida pelo estresse oxidativo.

Vitamina C

Possui a capacidade de reparar substâncias antioxidantes e auxiliar na produção de colágeno pelo organismo. Atenua o processo de isquemia-reperfusão, diminui a suscetibilidade a infecções, equilibra a matriz extracelular, favorece a cicatrização e resistência da cicatriz, melhora a ação dos leucócitos e protege os tecidos contra a ação danosa dos radicais livres. Além disso, atua como antioxidante e auxilia o equilíbrio na síndrome metabólica, favorecendo a produção e manutenção da vitamina E, promovendo uma melhora na função hepática.

Zinco

Atua como cofator enzimático, favorecendo a ação de diversas enzimas necessárias para a limpeza do fígado, protegendo os hepatócitos da sobrecarga.

Tratamentos complementares

Produtos Essential Nutrition

Confira algumas opções com foco na melhora da saúde hepática e intestinal que podem complementar os tratamentos sugeridos e potencializar os seus resultados.

IMPORTANTE

Este material é de apoio técnico para prescritores e é proibida a sua divulgação para consumidores, nos termos do item 5.14 da RDC 67/2007.

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