Pirroloquinolina quinona (PQQ): benefícios para a saúde e proteção celular
Poderoso antioxidante que contribui para a melhora da função cognitiva, imunidade e produção de energia.
O que é a PQQ?
A PQQ (Pirroloquinolina Quinona), também conhecida como metoxantina, é um composto natural encontrado em alguns alimentos, como natto (soja fermentada), chá verde, kiwi, salsa e pimentão verde. Embora o organismo humano não produza essa substância, ela desempenha um papel importante na proteção das células e no funcionamento das mitocôndrias, estruturas responsáveis pela produção de energia. Por isso, a PQQ tem despertado interesse por seus benefícios para a saúde, especialmente no envelhecimento saudável, na função cerebral e no desempenho físico.

Apresentações disponíveis
Como age no organismo?
A PQQ atua como um potente antioxidante, ajudando a proteger as células contra os danos causados pelos radicais livres. Além disso, estimula a formação e o bom funcionamento das mitocôndrias, aumentando a eficiência da produção de energia celular. Esses efeitos podem contribuir para melhorar a memória, a concentração, a disposição física e a resposta do sistema imunológico. Estudos também sugerem que a PQQ pode auxiliar na proteção do cérebro e na redução dos impactos do envelhecimento sobre as células.
Principais indicações
Conhecida em diversas literaturas pelo seu alto poder antioxidante e podendo realizar milhares de transferências de elétrons antes de ser destruída, a PQQ é capaz de catalisar ciclos contínuos (a capacidade de realizar reações de oxidação e redução repetidas) em um grau muito maior do que outros antioxidantes, como por exemplo, realizar 20.000 conversões catalíticas em comparação com apenas 4 da vitamina C.
Inclusive, promove a biogênese de mitocôndrias (formação de novas mitocôndrias em células envelhecidas ou danificadas) e aumenta o nível de energia através da preservação da função mitocondrial.
Diversos estudos têm sido conduzidos, nos quais foram avaliados a melhora da aprendizagem, otimização da função cognitiva, memória de curto prazo e capacidade de concentração, assim como a redução do risco de diabetes tipo 2, Alzheimer e ativação do sistema imunológico.
A PQQ atua também na ativação da AMPk, uma enzima encontrada dentro das células vivas que age como um “interruptor regulador mestre” no metabolismo energético. Baixos níveis de atividade AMPk estão associados ao envelhecimento acelerado, obesidade, aumento da gordura visceral, resistência à insulina, aumento de colesterol e triglicerídeos, neurodegeneração, insuficiência e disfunção mitocondrial.
Estudos clínicos em humanos
Os estudos disponíveis mostram que a PQQ por via oral é bem tolerada, sem relatos de efeitos adversos significativos em doses de 20-60mg por dia, em uso a curto prazo, inclusive em idosos saudáveis.
Já para a administração injetável, ainda não existem estudos clínicos em humanos. Na prática clínica, podem ocorrer efeitos como sensação intensa de calor (principalmente na região pélvica), dor no local da aplicação, dor de cabeça, náusea, tontura e coceira. Como a resposta ao tratamento varia de pessoa para pessoa, recomenda-se iniciar com a dose de 2,5mg para avaliar a tolerabilidade.
Administração injetável
Para a administração intramuscular da PQQ, recomenda-se que a aplicação seja realizada de forma profunda e lenta pela técnica em Z, reduzindo possível desconforto e o escape da medicação no local da entrada da agulha. A injeção deve ser feita a uma velocidade de 1mL a cada 10 segundos. Essa velocidade oferece tempo para que as fibras musculares se expandam e contenham a solução no local correto.
Para administrações pela via intravenosa, os parâmetros de gotejamento devem ser acompanhados e iniciados preferencialmente de forma lenta, avaliando a individualidade e resposta do paciente.
IMPORTANTE
Este material é de apoio técnico para prescritores e é proibida a sua divulgação para consumidores, nos termos do item 5.14 da RDC 67/2007.
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