C15:0
(ácido pentadecanoico)

Nutrição avançada em saúde metabólica e longevidade celular.

O papel dos ácidos graxos na saúde

Os ácidos graxos são componentes essenciais dos lipídios e desempenham diversas funções no organismo. Eles fazem parte da estrutura dos fosfolipídeos e glicolipídeos presentes nas membranas biológicas. Além disso, atuam como reserva energética no tecido adiposo, participam do transporte de substâncias, regulam a expressão genética, ajudam no isolamento térmico e elétrico das células e facilitam a sinalização celular. [1]

Eles são formados por cadeias de carbono de diferentes comprimentos e podem ser classificados de acordo com o grau de saturação de suas ligações químicas: saturados (sem ligações duplas), monoinsaturados (com uma única ligação dupla) e poli-insaturados (com duas ou mais ligações duplas).

graf1

Durante muitos anos, os ácidos graxos saturados foram vistos apenas como prejudiciais à saúde, mas novas evidências científicas sugerem que nem todos apresentam os mesmos impactos fisiológicos. Um exemplo é o ácido pentadecanoico (C15:0), um ácido graxo saturado de cadeia ímpar que tem despertado interesse por seu potencial papel na saúde metabólica, cardiovascular e celular.

Conheça o ácido pentadecanoico (C15:0)

O ácido pentadecanoico é um ácido graxo saturado que contém 15 carbonos em sua cadeia. Por isso, é conhecido como C15:0 e classificado como ácido graxo de cadeia ímpar (AGCIs).

Evidências demonstram que C15:0 e C17:0 (ácido heptadecanoico), outro AGCIs presente no organismo) desempenham funções complementares a ácidos graxos como o ômega-3, contribuindo para a estabilidade das membranas celulares e para a proteção contra quadros cardiovasculares. [2, 3]

Sabe-se, inclusive, que pessoas que vivem em regiões mais longevas — as chamadas Blue Zones — apresentam níveis circulantes mais elevados de ômega-3 e C15:0. Isso sugere uma possível relação entre esses ácidos graxos à proteção celular e o envelhecimento mais saudável. [4]

Principais fontes de C15:0

Diversos estudos em humanos apontaram que as quantidades circulantes do C15:0 aumentam com o consumo de certos alimentos ou por suplementação direta. [5–9]

Em pesquisas, foi possível analisar que ele está presente principalmente nas gorduras da carne e do leite bovino, além de ser encontrado, em menores quantidades, em peixes, cogumelos e algas marinhas. [10]

Os laticínios também são uma fonte rica de ácidos graxos de cadeia ímpar, e o C15:0 compõe em torno de 1% da gordura do leite. [10–13] Por isso, estudos indicam que os níveis séricos de C15:0 são um marcador biológico eficaz do consumo de gordura do leite, já que aumentam de forma proporcional à sua ingestão. [6,13,14]

queijos

Benefícios evidenciados pela ciência

iconn1

Proteção cardiovascular

icon2

Proteção contra diabetes tipo 2

icon3

Saúde
hepática

icon4

Estabilidade das membranas celulares

Inicialmente, estudos sobre os benefícios de C15:0 para a saúde humana observaram que níveis sanguíneos mais elevados desse nutriente estão relacionados a um menor risco de desenvolver diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e distúrbios hepáticos. [2,9,15]

Mas as pesquisas mais recentes sugerem que ele também pode contribuir para a estabilidade das membranas celulares e para a reparação mitocondrial. [16]

Para ajudar a entender os mecanismos pelos quais o C15:0 pode beneficiar a saúde humana, estudos in vitro e in vivo observaram algumas reações.

Atua como agonista parcial de PPAR (receptores ativados por proliferador de peroxissoma) α/δ, proteínas que modulam o metabolismo lipídico e a inflamação. [17]

Contribui para a recaptação de glicose em células musculares por meio da ativação da AMPK, melhorando a sensibilidade à insulina nessas células. [18]

Apresenta atividade anti-inflamatória e antifibrótica em células humanas, reduzindo marcadores como MCP-1, IgG e PAI-1. [17]

Melhora a estabilidade das membranas celulares em glóbulos vermelhos e possui ação reparadora mitocondrial, reduzindo os níveis de espécies reativas de oxigênio em células sob estresse oxidativo, de maneira dose-dependente. [17]

Estudos em animais alegam sua contribuição na redução dos níveis de colesterol, triglicerídeos e glicose, além de atenuar inflamação, anemia e fibrose hepática, confirmando os achados em células. [17]

Dose sugerida

Entre 100 e 300mg ao dia, conforme sugerido em estudos. [5,11]

O que dizem os estudos

iconn1

Proteção cardiovascular

Uma das principais recomendações para prevenir doenças cardiovasculares é reduzir o consumo de gorduras saturadas. No entanto, evidências recentes sugerem que os ácidos graxos saturados de cadeia ímpar não apresentam esse mesmo impacto.

Diferentes estudos indicam que níveis sanguíneos mais elevados de C15:0 estão associados a um menor risco de condições cardiovasculares, incluindo infarto, doenças coronarianas e acidentes vasculares cerebrais. [8, 14, 15, 22–24] Além disso, pacientes com maiores níveis de C15:0 parecem ter níveis reduzidos de colesterol e uma melhora geral nos marcadores de risco para a síndrome metabólica. [9, 25]

Melhora do perfil metabólico e dos
níveis de inflamação na obesidade

A melhora no perfil metabólico associada a níveis mais elevados de ácidos graxos de cadeia ímpar (AGCIs), como o C15:0, foi observada em indivíduos obesos. No estudo conduzido por Wang et al. [8], pacientes com sobrepeso que apresentavam concentrações mais altas desses ácidos graxos demonstraram reduções significativas nos níveis de interleucina-6 (IL-6), proteína C-reativa (PCR) e marcadores de estresse oxidativo.

Para aprofundar essa relação, Mika et al. [26] compararam os níveis séricos de ácidos graxos em pacientes obesos e não obesos, avaliando sua correlação com biomarcadores metabólicos. Os resultados mostraram que indivíduos com menor índice de massa corporal (IMC) apresentavam níveis mais elevados de C15:0, e que esse ácido graxo estava inversamente correlacionado com a PCR, sugerindo uma redução nos níveis de inflamação sistêmica.

Efeito protetor contra diabetes tipo 2

Outros artigos apontam que níveis sanguíneos de ácidos graxos de cadeia ímpar, como o C15:0 e o C17:0, estão inversamente correlacionados com a resistência à insulina e o risco de diabetes. [2,6,8,27,28]

Em uma dessas análises, [6] indivíduos sem diabetes foram acompanhados por cinco anos para cruzar informações sobre suas dietas com os níveis de tolerância à glicose, sensibilidade à insulina e funcionamento das células β-pancreáticas. Utilizando os níveis séricos de C15:0 como biomarcador do consumo de laticínios, os pesquisadores observaram que concentrações mais elevadas desse ácido graxo estavam positivamente associadas à resposta à insulina, ao funcionamento adequado das células β-pancreáticas e à redução do risco de desenvolver diabetes tipo 2 ao longo do estudo.

icon3

Proteção hepática

O ácido graxo C15:0 também tem sido estudado por seu potencial papel na proteção hepática, demonstrando benefícios na melhora de parâmetros bioquímicos, como ALT, LDL e triglicerídeos (TG), tanto em adultos quanto em crianças com doença hepática gordurosa não alcoólica (NAFLD). [9,29,30]

 

C15:0 potencializa os resultados da dieta na esteatose hepática

Um ensaio clínico randomizado avaliou os efeitos da suplementação de C15:0 em mulheres com esteatose hepática não alcoólica, associando também a uma dieta mediterrânea adaptada. Após 12 semanas, o grupo que seguiu a dieta combinada com o uso de C15:0 apresentou redução nos níveis de transaminases hepáticas (ALT, AST, GGT) e uma menor gordura hepática.

Além disso, a suplementação com 300mg/dia de C15:0 promoveu a redução adicional do LDL-colesterol e a modulação da microbiota intestinal, aumentando a abundância de Bifidobacterium adolescentis, uma bactéria benéfica associada à regulação da inflamação e do metabolismo da glicose. [9]

Melhora das funções hepáticas na obesidade

Já o estudo conduzido por Robinson et al. [5] avaliou o impacto da suplementação de 200mg de C15:0 por 12 semanas em adultos e adolescentes com sobrepeso. A dosagem foi definida com base em estudos farmacocinéticos, visando atingir concentrações plasmáticas ideais de C15:0 (≥5 μg/mL).

Os resultados mostraram que os indivíduos que atingiram esse nível apresentaram melhorias significativas nos níveis de ALT e AST, marcadores essenciais da função hepática.

icon4

Saúde celular

Com base nesses achados clínicos e nos resultados in vivo e in vitro, um grupo de pesquisadores propôs uma nova hipótese de ação para o C15:0. De acordo com os estudos de Venn-Watson [16] e Venn-Watson e Schork [11], os benefícios do C15:0 para a saúde podem estar relacionados ao seu papel estrutural: ao incorporar-se às bicamadas lipídicas das membranas celulares, ele pode aumentar sua estabilidade e protegê-las contra danos oxidativos.

Eles sugerem, ainda, que C15:0 é um ácido graxo essencial e que seus níveis plasmáticos precisam ser mantidos acima de 0,2% do total de ácidos graxos, a fim de preservar a integridade das membranas celulares.

A importante sinergia entre C15:0 e
ômega-3

As membranas biológicas, compostas principalmente por ácidos graxos e proteínas, são fundamentais para a manutenção da estrutura e das funções celulares. [19] Por isso, tem sido amplamente estudada a relação entre o perfil lipídico das membranas e a prevenção ou tratamento de diversas condições, incluindo patologias cardiovasculares e condições ligadas à longevidade.

Nesse contexto, evidências indicam que os ácidos graxos C15:0 e ômega-3 desempenham um papel essencial na composição das membranas celulares, contribuindo para sua fluidez e integridade. [4,16,20] Dados clínicos mostram que esses nutrientes compartilham a capacidade de proteger contra eventos cardiovasculares, além de apresentarem ação anti-inflamatória e antifibrótica por meio de mecanismos complementares, como demonstrado em estudos celulares. [21]

Ainda, novas hipóteses sugerem que a sinergia entre esses ácidos graxos se estende às membranas biológicas: enquanto os ácidos graxos poli-insaturados, como o ômega-3, são mais suscetíveis à peroxidação lipídica, os ácidos graxos saturados, como o C15:0, são estáveis a esse evento, conferindo maior proteção e estabilidade às células. [21]

Sugestões de fórmulas

C15:0 em cápsulas vegetais

  • C15:0 100mg

Sugestão de uso: tomar 1 a 3 doses ao dia, conforme orientação médica.

C15:0, CoQ10, vitaminas e minerais

Fórmula que reúne ativos estudados para promover suporte ao sistema cardiovascular, ajudando a melhorar a função endotelial e metabolismo energético.

  • C15:0 100mg
  • Coenzima Q10 Micro-SR™ 30mg
  • Magnésio quelado 300mg
  • Vitamina K2 50mcg

Sugestão de uso: tomar 1 dose ao dia.

C15:0, berberina e associações

A associação de C15:0 com berberina e demais ativos da fórmula pode potencializar os efeitos do C15:0 com relação aos menores riscos de diabetes tipo 2.

  • C15:0 100mg
  • Berberina 100mg
  • Acido R-Alfa-Lipoico 20mg
  • Picolinato de cromo 150mcg

Sugestão de uso: tomar 1 dose antes das principais refeições.

C15:0, resveratrol, astaxantina e NAC

Associação de ativos cujos estudos apontam uma ação protetora das membranas celulares e reparadora mitocondrial, além do suporte a processos de renovação celular.

  • C15:0 100mg
  • Resveratrol Micro-SR™ 20mg
  • Astaxantina 4mg
  • NAC 300mg

Sugestão de uso: tomar 1 dose ao dia.

IMPORTANTE

Este material é de apoio técnico para prescritores e é proibida a sua divulgação para consumidores, nos termos do item 5.14 da RDC 67/2007.

Conteúdos relacionados

1. Kremmyda LS, Tvrzicka E, Stankova B, Zak A. Fatty acids as biocompounds: their role in human metabolism, health and disease: a review. part 2: fatty acid physiological roles and applications in human health and disease. Biomed Pap Med Fac Univ Palacky Olomouc Czech Repub. 2011 Sep;155(3):195–218.

2. Jenkins B, West JA, Koulman A. A review of odd-chain fatty acid metabolism and the role of pentadecanoic Acid (c15:0) and heptadecanoic Acid (c17:0) in health and disease. Molecules. 2015 Jan 30;20(2):2425–44.

3. Pfeuffer M, Jaudszus A. Pentadecanoic and Heptadecanoic Acids: Multifaceted Odd-Chain Fatty Acids. Adv Nutr. 2016 Jul 15;7(4):730–4.

4. Manca C, Carta G, Murru E, Abolghasemi A, Ansar H, Errigo A, et al. Circulating fatty acids and endocannabinoidome-related mediator profiles associated to human longevity. Geroscience. 2021 Aug;43(4):1783–98.

5. Robinson MK, Lee E, Ugalde-Nicalo PA, Skonieczny JW, Chun LF, Newton KP, et al. Pentadecanoic Acid Supplementation in Young Adults with Overweight and Obesity: A Randomized Controlled Trial. J Nutr. 2024 Sep;154(9):2763–71.

6. Santaren ID, Watkins SM, Liese AD, Wagenknecht LE, Rewers MJ, Haffner SM, et al. Serum pentadecanoic acid (15:0), a short-term marker of dairy food intake, is inversely associated with incident type 2 diabetes and its underlying disorders. Am J Clin Nutr. 2014 Dec;100(6):1532–40.

7. Jenkins BJ, Seyssel K, Chiu S, Pan P-H, Lin S-Y, Stanley E, et al. Odd chain fatty acids; new insights of the relationship between the gut microbiota, dietary intake, biosynthesis and glucose intolerance. Sci Rep. 2017 Mar 23;7:44845.

8. Wang H, Steffen LM, Vessby B, Basu S, Steinberger J, Moran A, et al. Obesity modifies the relations between serum markers of dairy fats and inflammation and oxidative stress among adolescents. Obesity (Silver Spring). 2011 Dec;19(12):2404–10.

9. Chooi YC, Zhang QA, Magkos F, Ng M, Michael N, Wu X, et al. Effect of an Asian-adapted Mediterranean diet and pentadecanoic acid on fatty liver disease: the TANGO randomized controlled trial. Am J Clin Nutr. 2024 Mar;119(3):788–99.

10. Dąbrowski G, Konopka I. Update on food sources and biological activity of odd-chain, branched and cyclic fatty acids –– A review. Trends Food Sci Technol. 2022 Jan;119:514–29.

11. Venn-Watson S, Schork NJ. Pentadecanoic Acid (C15:0), an Essential Fatty Acid, Shares Clinically Relevant Cell-Based Activities with Leading Longevity-Enhancing Compounds. Nutrients. 2023 Oct 30;15(21).

12. Abdoul-Aziz SKA, Zhang Y, Wang J. Milk odd and branched chain fatty acids in dairy cows: A review on dietary factors and its consequences on human health. Animals (Basel). 2021 Nov 10;11(11).

13. Torres-Gonzalez M, Rice Bradley BH. Whole-Milk Dairy Foods: Biological Mechanisms Underlying Beneficial Effects on Risk Markers for Cardiometabolic Health. Adv Nutr. 2023 Nov;14(6):1523–37.

14. Yu E, Hu FB. Dairy products, dairy fatty acids, and the prevention of cardiometabolic disease: a review of recent evidence. Curr Atheroscler Rep. 2018 Mar 21;20(5):24.

15. Khaw K-T, Friesen MD, Riboli E, Luben R, Wareham N. Plasma phospholipid fatty acid concentration and incident coronary heart disease in men and women: the EPIC-Norfolk prospective study. PLoS Med. 2012 Jul 3;9(7):e1001255.

16. Venn-Watson S. The Cellular Stability Hypothesis: Evidence of Ferroptosis and Accelerated Aging-Associated Diseases as Newly Identified Nutritional Pentadecanoic Acid (C15:0) Deficiency Syndrome. Metabolites. 2024 Jun 23;14(7).

17. Venn-Watson S, Lumpkin R, Dennis EA. Efficacy of dietary odd-chain saturated fatty acid pentadecanoic acid parallels broad associated health benefits in humans: could it be essential? Sci Rep. 2020 May 18;10(1):8161.

18. Fu W-C, Li H-Y, Li T-T, Yang K, Chen J-X, Wang S-J, et al. Pentadecanoic acid promotes basal and insulin-stimulated glucose uptake in C2C12 myotubes. Food Nutr Res. 2021 Jan 22;65.

19. Casares D, Escribá PV, Rosselló CA. Membrane lipid composition: effect on membrane and organelle structure, function and compartmentalization and therapeutic avenues. Int J Mol Sci. 2019 May 1;20(9).

20. Ali O, Szabó A. Review of Eukaryote Cellular Membrane Lipid Composition, with Special Attention to the Fatty Acids. Int J Mol Sci. 2023 Oct 28;24(21).

21. Venn-Watson SK, Butterworth CN. Broader and safer clinically-relevant activities of pentadecanoic acid compared to omega-3: Evaluation of an emerging essential fatty acid across twelve primary human cell-based disease systems. PLoS ONE. 2022 May 26;17(5):e0268778.

22. Trieu K, Bhat S, Dai Z, Leander K, Gigante B, Qian F, et al. Biomarkers of dairy fat intake, incident cardiovascular disease, and all-cause mortality: A cohort study, systematic review, and meta-analysis. PLoS Med. 2021 Sep 21;18(9):e1003763.

23. Yakoob MY, Shi P, Hu FB, Campos H, Rexrode KM, Orav EJ, et al. Circulating biomarkers of dairy fat and risk of incident stroke in U.S. men and women in 2 large prospective cohorts. Am J Clin Nutr. 2014 Dec;100(6):1437–47.

24. de Oliveira Otto MC, Nettleton JA, Lemaitre RN, Steffen LM, Kromhout D, Rich SS, et al. Biomarkers of dairy fatty acids and risk of cardiovascular disease in the Multi-ethnic Study of Atherosclerosis. J Am Heart Assoc. 2013 Jul 18;2(4):e000092.

25. Warensjö E, Smedman A, Stegmayr B, Hallmans G, Weinehall L, Vessby B, et al. Stroke and plasma markers of milk fat intake--a prospective nested case-control study. Nutr J. 2009 May 21;8:21.

26. Mika A, Stepnowski P, Kaska L, Proczko M, Wisniewski P, Sledzinski M, et al. A comprehensive study of serum odd- and branched-chain fatty acids in patients with excess weight. Obesity (Silver Spring). 2016 Aug;24(8):1669–76.

27. Huang L, Lin J-S, Aris IM, Yang G, Chen W-Q, Li L-J. Circulating Saturated Fatty Acids and Incident Type 2 Diabetes: A Systematic Review and Meta-Analysis. Nutrients. 2019 May 1;11(5).

28. Forouhi NG, Koulman A, Sharp SJ, Imamura F, Kröger J, Schulze MB, Crowe FL, Huerta JM, Guevara M, Beulens JW, van Woudenbergh GJ, Wang L, Summerhill K, Griffin JL, Feskens EJ, Amiano P, Boeing H, Clavel-Chapelon F, Dartois L, Fagherazzi G, Franks PW, Gonzalez C, Jakobsen MU, Kaaks R, Key TJ, Khaw KT, Kühn T, Mattiello A, Nilsson PM, Overvad K, Pala V, Palli D, Quirós JR, Rolandsson O, Roswall N, Sacerdote C, Sánchez MJ, Slimani N, Spijkerman AM, Tjonneland A, Tormo MJ, Tumino R, van der A DL, van der Schouw YT, Langenberg C, Riboli E, Wareham NJ. Differences in the prospective association between individual plasma phospholipid saturated fatty acids and incident type 2 diabetes: the EPIC-InterAct case-cohort study. Lancet Diabetes Endocrinol. 2014 Oct;2(10):810-8. doi: 10.1016/S2213-8587(14)70146-9. Epub 2014 Aug 5. PMID: 25107467; PMCID: PMC4196248.

29. Yoo W, Gjuka D, Stevenson HL, Song X, Shen H, Yoo SY, et al. Fatty acids in non-alcoholic steatohepatitis: Focus on pentadecanoic acid. PLoS ONE. 2017 Dec 15;12(12):e0189965.

30. Sawh MC, Wallace M, Shapiro E, Goyal NP, Newton KP, Yu EL, et al. Dairy Fat Intake, Plasma Pentadecanoic Acid, and Plasma Iso-heptadecanoic Acid Are Inversely Associated With Liver Fat in Children. J Pediatr Gastroenterol Nutr. 2021 Apr 1;72(4):e90–6.