Nanomicelas de Troxerrutina 30mg/2mL
Proteção celular, saúde capilar e apoio ao tratamento do diabetes
O que é troxerrutina?
A troxerrutina, também conhecida como vitamina P4, é um flavonoide natural derivado da rutina, presente em chás, café, grãos e vegetais. Ela possui propriedades antioxidante, anti-inflamatória, citoprotetora e neuroprotetora e atua como adjuvante no tratamento do diabetes e das doenças renais, além de apresentar efeitos benéficos para a saúde capilar.
Estudos apontam que a absorção oral de troxerrutina é relativamente baixa, com cerca de 10% do composto administrado sendo absorvido no trato gastrointestinal. Essa limitação se deve à sua estrutura química e ao metabolismo de primeira passagem, que reduzem sua biodisponibilidade sistêmica. Após a administração oral, a concentração plasmática máxima (Cmax) é atingida entre 1 e 2 horas, sendo eliminada principalmente pela bile e, em menor proporção, pela urina.
Para aumentar sua absorção, unimos a nossa expertise aos avanços tecnológicos, como a encapsulação em nanomicelas. Com isso, alcançamos uma maior biodisponibilidade, maximizando os efeitos terapêuticos e reduzindo a necessidade de altas doses.
Nanomicelas de Troxerrutina
A incorporação da troxerrutina em nanomicelas melhora significativamente sua solubilidade e estabilidade, promovendo uma liberação controlada do ativo. Ainda, estudos demonstram que essa tecnologia pode reduzir a dose necessária em até 75%, mantendo a eficácia terapêutica e minimizando possíveis efeitos adversos.
As Nanomicelas de Troxerrutina viabilizam a administração endovenosa, intramuscular, subcutânea ou intradérmica, atendendo a diversas necessidades clínicas.
Apresentação disponível
Nanomicelas de Troxerrutina 30mg/2mL

Indicações terapêuticas
- Propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e cardioprotetoras: contribuem para a saúde vascular, a microcirculação e o metabolismo cardíaco, além de favorecerem a atuação adjuvante em casos de insuficiência venosa, varizes, linfedema, retinopatia diabética e disfunções cardíacas, hepáticas e renais associadas ao estresse oxidativo.
- Atividade neuroprotetora: auxilia na redução de radicais livres e no controle do estresse oxidativo, sendo útil no suporte de doenças neurodegenerativas, lesões cerebrais traumáticas e alterações cognitivas relacionadas ao diabetes.
- Modulação inflamatória e metabólica: participa do controle de processos inflamatórios e do metabolismo energético, com aplicação no manejo do diabetes, da obesidade, da hipertensão e da celulite de origem microvascular.
- Proteção celular e suporte oncológico: atua como agente protetor contra danos oxidativos, podendo ser utilizada como adjuvante em protocolos oncológicos sob orientação profissional.
- Saúde capilar: protege as células da papila dérmica contra o estresse oxidativo, preservando sua função e auxiliando na prevenção da queda capilar, com potencial no manejo da alopecia.
O que dizem os estudos
O uso das Nanomicelas de Troxerrutina em preparações parenterais pode ser uma abordagem terapêutica eficaz para quadros que envolvem queda capilar, distúrbios da microcirculação e condições inflamatórias crônicas. Além disso, estudos clínicos e pré-clínicos mostram que a troxerrutina pode melhorar a microcirculação e proteger células endoteliais, sendo eficaz no tratamento de insuficiência venosa crônica, hemorroidas e linfedema.
A troxerrutina também tem sido investigada em usos off-label, demonstrando potencial em diversas condições clínicas. Pesquisas sugerem que ela pode oferecer benefícios em neuropatias, agindo como neuroprotetora e reduzindo a inflamação e o estresse oxidativo no sistema nervoso. Há também evidências de sua eficácia em doenças neurodegenerativas, como Alzheimer, por modular vias de sinalização antioxidantes e inflamatórias. Outros usos incluem proteção contra lesões induzidas por radiação, redução de complicações associadas à retinopatia diabética e até mesmo melhora em parâmetros de comportamento social em modelos experimentais de autismo, ampliando significativamente as funções terapêuticas dessa molécula.
Vias de administração




*A via de administração intradérmica foi pensada para o tratamento adjuvante de alopecia, enquanto a via subcutânea foi disponibilizada para o tratamento adjuvante das celulites I a III. Para as demais condições, sugerimos as vias EV e/ou IM.
Tempo de meia-vida
A troxerrutina livre apresenta uma meia-vida curta após administração intravenosa, geralmente inferior a 3 horas. No entanto, a tecnologia de nanomicelas pode estender esse tempo para até 9 horas, segundo alguns estudos. Isso aumenta a estabilidade do ativo e reduz a frequência de administração, melhorando a adesão terapêutica.
Mecanismos de ação
Ação anti-inflamatória
A troxerrutina reduz a expressão de citocinas pró-inflamatórias, como TNF-α, IL-6 e IL-1β, além de inibir a ativação do inflamassoma NLRP3, responsável por mediar inflamações crônicas. Ela também bloqueia o fator de transcrição NF-κB, impedindo a expressão de genes inflamatórios, e diminui a atividade de enzimas inflamatórias, como COX-2 e iNOS, que intensificam a inflamação sistêmica e local.
Ação antioxidante
A ação antioxidante da troxerrutina é uma das suas principais características, pois protege as células contra danos causados por espécies reativas de oxigênio (ROS).
Isso ocorre pela inibição da NADPH oxidase 2 (NOX2) e pela ativação do fator nuclear eritroide 2 (Nrf2), que regula enzimas antioxidantes como superóxido dismutase (SOD), catalase (CAT) e glutationa peroxidase (GPx). Além disso, a troxerrutina neutraliza diretamente os radicais livres, prevenindo danos ao DNA, às proteínas e aos lipídios celulares.
Ação neuroprotetora
Esse efeito se deve à capacidade da troxerrutina de proteger o sistema nervoso contra danos oxidativos e inflamatórios. Ela é eficaz no tratamento de condições neurológicas, como doenças neurodegenerativas (Alzheimer e Parkinson), lesões cerebrais traumáticas e distúrbios cognitivos associados ao diabetes.
No Alzheimer, a troxerrutina reduz o estresse oxidativo e a atividade da acetilcolinesterase (AChE), promovendo a sobrevivência neuronal e a funcionalidade cognitiva por meio da ativação das vias de sinalização PI3K/Akt e SIRT1. Já no Parkinson, ela protege os neurônios dopaminérgicos ao regular vias como PI3K/ERβ, reduzindo a neuroinflamação e a perda neuronal na substância negra.
Além disso, a troxerrutina não apenas demonstra efeitos promissores em casos de traumas cerebrais, como também se destaca por auxiliar na preservação da barreira hematoencefálica e na modulação da produção de óxido nítrico (NO), especialmente via eNOS. Em modelos de estresse crônico, ela tem se mostrado bastante eficaz, contribuindo para a redução dos níveis séricos de cortisol e, consequentemente, atenuando comportamentos associados à ansiedade e depressão.
É importante ressaltar, também, que evidências experimentais apontam para um significativo potencial da troxerrutina em distúrbios do neurodesenvolvimento, como o transtorno do espectro autista (TEA). Isso se deve, em grande parte, à sua notável capacidade de modular os processos neuroinflamatórios e oxidativos, que são frequentemente relacionados a essas condições.
Ação hepatoprotetora
Em casos de esteatose hepática e em lesões hepáticas inflamatórias induzidas por dietas hipercalóricas, a troxerrutina demonstrou reduzir a inflamação e melhorar a homeostase lipídica. Isso, porque ela inibe a ativação de NF-κB e a produção de citocinas inflamatórias como TNF-α, além de diminuir o acúmulo de lipídios no fígado.
Adjuvante no tratamento de doenças renais
A troxerrutina tem efeitos terapêuticos amplamente reconhecidos em doenças renais, incluindo lesão renal aguda (LRA), nefrotoxicidade induzida por medicamentos e doenças crônicas. Em modelos de nefrotoxicidade causada por gentamicina, ela protege a função renal ao reduzir marcadores de lesão tubular, como KIM-1, e ao regular a inflamação por meio da inibição de vias pró-inflamatórias, como NLRP3 e NF-κB. Em casos de toxicidade por metais pesados, como o níquel, a troxerrutina demonstrou reduzir o estresse oxidativo, diminuir a peroxidação lipídica e preservar a arquitetura histológica dos rins.
Já em doenças renais relacionadas à inflamação crônica, como a nefropatia diabética, a troxerrutina regula a produção de citocinas inflamatórias (IL-1β, TNF-α) e reduz a apoptose celular por meio do aumento na relação Bcl-2/Bax. Esses efeitos são mediados pela ativação da via Nrf2 e pela supressão de NOX2, proporcionando proteção antioxidante prolongada e melhora da função glomerular.
Ação cardioprotetora
A troxerrutina atua reduzindo o estresse oxidativo e a inflamação em condições de isquemia e reperfusão. Ela ativa a via PI3K/Akt, diminuindo a apoptose de células cardíacas e promovendo a recuperação funcional do miocárdio após eventos isquêmicos. Além disso, reduz arritmias, melhora a contratilidade cardíaca e atenua a produção de citocinas inflamatórias, como TNF-α e IL-1β.
Em modelos de insuficiência cardíaca induzida por dietas ricas em gordura, a troxerrutina demonstrou melhorar o metabolismo mitocondrial e prevenir o acúmulo de cálcio, protegendo contra o estresse oxidativo e a disfunção mitocondrial. Esses benefícios a posicionam como uma opção potencial para doenças cardíacas inflamatórias e metabólicas.
Ação imunológica
A troxerrutina exerce uma função imunomoduladora adaptativa a partir do aumento da atividade de linfócitos T reguladores (Treg) e células Natural Killer (NK). Além disso, ela reduz a ativação de macrófagos inflamatórios, controlando a liberação de citocinas pró-inflamatórias e prevenindo respostas imunes exacerbadas.
Adjuvante no tratamento de diabetes
Em modelos de diabetes tipo 1 e tipo 2, a troxerrutina demonstra proteção contra complicações metabólicas e vasculares. Ela melhora o controle glicêmico, reduz os níveis de ROS e regula a via Nrf2, fortalecendo a defesa antioxidante. Em condições como a cardiomiopatia diabética, ela regula negativamente a via Akt/IRS1/NF-κB, diminuindo a inflamação e o estresse oxidativo no tecido cardíaco.
Além disso, ela mostrou eficácia em preservar a função cognitiva em modelos diabéticos, aumentando os níveis de antioxidantes endógenos e reduzindo marcadores de peroxidação lipídica.
Na retinopatia diabética, estudos indicam que a troxerrutina pode atuar no combate às lesões oculares ao reduzir a expressão do gene da proteína PKCβII. Essa proteína está associada ao aumento do fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), responsável pela angiogênese. No entanto, os novos vasos formados não fornecem nutrição adequada ao tecido, podendo causar sangramentos.
Esses mecanismos destacam a troxerrutina como potencial aliada no manejo integrado do diabetes e suas complicações.
Ação citoprotetora
A troxerrutina auxilia na inibição do crescimento de células malignas, promovendo a apoptose tumoral. Isso ocorre porque regula positivamente vias como HO-1 e Nrf2, enquanto inibe NF-κB e STAT3, reduzindo a proliferação celular e a inflamação no microambiente tumoral. Além disso, ela diminui a produção de VEGF, limitando a angiogênese. Outra ação importante é a indução da produção de ROS, que causa danos seletivos às células cancerígenas, além da inibição da interação MDM2-p53, restaurando a capacidade apoptótica mediada pelo gene P53 e pelo aumento de proteínas pró-apoptóticas como Bax e Bid.
Além disso, ela sensibiliza células tumorais a agentes quimioterápicos, como o 5-fluorouracil, aumentando a eficácia do tratamento. E também é utilizada para proteger contra lesões induzidas por radiação em terapias oncológicas, exercendo ações antioxidantes e anti-inflamatórias que minimizam danos aos tecidos saudáveis. Essa capacidade de modular a inflamação e o estresse oxidativo a torna uma ferramenta promissora no manejo adjuvante de neoplasias malignas.
Ação capilar
A troxerrutina protege as células humanas da papila dérmica (HDP) dos danos causados pelo peróxido de hidrogênio (H2O2). Em ensaios bioquímicos, foi demonstrado que o pré-tratamento com troxerrutina preserva a viabilidade celular e previne a morte provocada por H2O2. Além disso, ela mostrou-se eficaz em reduzir a produção de espécies reativas de oxigênio (ROS) e a ativação da β-galactosidase ligada à senescência, ambas estimuladas pelo H2O2.
Essa proteção é especialmente importante porque as células da papila dérmica são fundamentais para regular o ciclo de crescimento capilar, e sua perda está diretamente ligada a problemas como a alopecia. Pesquisas indicam que indivíduos com calvície apresentam níveis elevados de ROS nas células e tecidos capilares, reforçando a importância de terapias antioxidantes, como a troxerrutina.
IMPORTANTE
Este material é de apoio técnico para prescritores e é proibida a sua divulgação para consumidores, nos termos do item 5.14 da RDC 67/2007.
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